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Os jovens e as drogas: um retrato das motivações por trás do uso

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Por Fernando Hawad, com colaboração de Katryn Dias

Drogas e álcool. Duas palavras que não devem combinar com a juventude. A dependência química traz diversos problemas, não apenas no âmbito da saúde, mas também em termos sociais. Afinal, o que leva os jovens às drogas e à bebida? 

 

Busca por status e poder ainda atrai

 

propaganda-cigarro-2-texto_346A propaganda negativa feita em torno das drogas cresceu nos últimos anos. Um caso emblemático é do cigarro (tabaco). Até o fim dos anos 90, os comerciais de marcas tabagistas na televisão eram comuns e sempre relacionavam o fumo ao prazer, ao êxtase. 

No ano 2000, o Governo Federal sancionou uma lei que proibiu a propaganda de cigarro em veículos de comunicação, restringindo apenas a divulgação dos produtos nos locais de venda. O resultado veio aos poucos, mas houve eficácia. Uma pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) concluiu em 2013 que um em cada três brasileiros deixou de fumar após a proibição das propagandas de cigarro.

Os comerciais de cerveja não foram proibidos, mas tiveram que se readequar. As drogas ilícitas, evidentemente, nunca tiveram qualquer tipo de divulgação na mídia convencional. Mesmo assim, ainda são vistas como símbolo de status e poder em diversos círculos sociais.  

 

 

Exemplo familiar

 

"Como pai, hoje, penso muito em como posso influenciar meu filho positivamente. Muitas vezes os pais perdem os filhos para as drogas, ou para a bebida. Então, o pai deve saber quem é que influencia seu filho. É muito importante direcionar os nossos filhos para quem eles devem escutar", afirmou o lutador de MMA Vitor Belfort, em entrevista ao Esporte Essencial.

papai-alcool_450É em casa que tudo começa. Claro que muitas vezes os fatores externos são preponderantes para um jovem se tornar usuário de drogas, ou alcoólatra, mas o exemplo familiar tem grande contribuição para o caminho que ele vai seguir ao longo da vida. Em crianças que convivem com pais tabagistas, ou alcoólatras, a propensão para tomar o mesmo caminho é maior.

Por isso, não é nada recomendável que pais deixem os filhos experimentarem o restinho da cerveja que ficou no copo, ou até mesmo que peçam para que eles ascendam os seus cigarros. Também não é uma boa ideia designar o filho para comprar cigarro naquele boteco ao lado de casa. Tudo isso ajuda a criar uma proximidade do jovem com a bebida e o fumo. 

“Tudo que os pais fazem desperta certa curiosidade na criança. Se o pai está fazendo ginástica, a criança quer tentar também. Quando a mãe está passando creme, a criança quer passar também. Se a mãe está cozinhando, ela quer cozinhar também”, disse a psicóloga Roberta Tito Pereira em entrevista ao CISA, Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.

 

Consumo excessivo de bebida alcoólica e suas consequências

 

Tomar um chope com os amigos, beber uma taça de vinho em uma festa e brindar o Ano Novo com aquele tradicional champagne são hábitos que fazem parte da cultura da sociedade. Ao contrário das drogas ilícitas, o contato dos jovens com o álcool é muito mais simples. E o consumo está crescendo no mundo. O problema é quando a bebida deixa de representar um momento de descontração e se transforma em dependência química.

De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em maio deste ano, 43% de jovens até 15 anos dos países da OCDE bebem. "Os níveis de 'consumo perigoso' e de 'excesso de alcoolização episódica' entre os jovens, especialmente as mulheres, têm aumentado em muitos países da OCDE", diz o relatório.

alcool_450Este ‘consumo perigoso’ significa mais de 210 gramas de álcool por semana para homens e mais de 140 gramas para mulheres. Para se ter uma ideia, uma simples taça de vinho contém dez gramas. 

No Brasil, os dados são assustadores. O portal DATASUS informou, em março, que a cada 36 horas morre um jovem vítima de álcool no país. As informações do Ministério da Saúde dão conta de que em 2012 foram registradas 242 mortes, de pessoas entre 20 e 29 anos, causadas pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas.

E isto se refere às mortes ligadas diretamente ao álcool. Óbitos causados por doenças provenientes da bebida não estão computados na estatística. O consumo excessivo de álcool pode acarretar em uma série de problemas, como doenças no fígado, transtorno de ansiedade e danos cognitivos.

 

Para evitar o vício

 

Jovens que buscam a vida saudável tendem a se afastar das drogas e da bebida. Alguns atletas de ponta que foram entrevistados pelo Esporte Essencial nos últimos anos destacaram a importância da prática esportiva para distanciar as crianças do vício.

bola-katryn-dias_400"A criança, ou o adolescente, que tem contato com o esporte, além de se afastar das ruas e principalmente das drogas, consegue fazer mais amizades, conhecer mais pessoas. Aprende também a ter mais responsabilidade e compromisso", afirmou Hugo Hoyama, mesatenista dono de 15 medalhas em Jogos Pan-Americanos e atual técnico da seleção feminina de tênis de mesa.

"A importância de continuar trabalhando com esporte não está somente em ser dirigente ou técnico, mas em contribuir com a sociedade em algum sentido: tirar crianças das ruas, das drogas, levá-las para uma atividade mais lúdica e compartilhar experiências", disse David Castro, um dos melhores nadadores brasileiros da década de 1980. Participou dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.

"Eu vi muitos gênios, em várias áreas, se destruírem por causa de drogas e doping e nunca vi um medíocre virar gênio usando drogas ou doping", Pelé, o “Rei do Futebol”.  

 

Fotos: Divulgação


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