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Semana Nacional de Doação de Órgãos: não precisa ser super-herói para salvar vidas

26/09/2014

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Por Fernando Hawad, com colaboração de Katryn Dias

O Brasil conta com aproximadamente 30 mil pacientes à espera de um órgão. Para essas pessoas, a diferença entre a vida e a morte é justamente uma doação. Mas o número de doadores ainda é muito aquém do necessário. Entre janeiro e junho de 2014, 1.289 pessoas doaram seus órgãos, número que não atinge nem 7% da fila de espera. É no intuito de angariar novos doadores que é celebrada a Semana Nacional de Doação de Órgãos. Até o próximo domingo, dia 28, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) promove a campanha para conscientizar a população sobre a importância do tema.

Como 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos, a ABTO aproveita para dedicar a semana inteira à causa. As ações acontecem em diversos estados do país. Uma programação extensa e diversificada, que inclui missas, palestras, exposições fotográficas e até mesmo atividades esportivas, como pedaladas, por exemplo. Tudo isso em prol de um ato que pode salvar vidas.

A campanha idealizada pela ABTO tem o suporte do Ministério da Saúde, dos Governos Estaduais e até da sociedade civil, que lançou o projeto #PrometoDoar. Nessa ação, o grande foco são os políticos candidatos a cargos eleitorais, que são convidados a se comprometerem com a causa. 

Apesar de passar por um crescimento evidente, o número de doadores em pmp (por milhão de população) ainda não é satisfatório, principalmente se comparado a outros países. O aumento mais significativo ocorreu nos transplantes cardíacos, que subiram em 12,9% em relação a 2013, mas foram realizados em apenas dez estados brasileiros. Enquanto isso, os transplantes de pulmão registraram uma queda de 30% no primeiro semestre de 2014.

Na primeira metade deste ano, a tabela com o número de transplantes realizados para cada órgão ficou da seguinte forma:

 

Órgão Número de Transplantes
Rim 2750
Fígado 852
Coração 153
Pâncreas/Rim 59
Pulmão 28
Pâncreas 14
Total 3856
 

*Dados divulgados pela ABTO

 

É fácil ser doador

 

Para ser um doador após a morte, não precisa deixar nada escrito. Basta comunicar o desejo aos familiares. Desde 2001, ficou decidido por lei que a doação de órgãos de um cadáver só pode ocorrer mediante a autorização da família do falecido. Já para os doadores vivos, além da vontade de ajudar, é indispensável uma avaliação médica. Isto porque, há necessidade de saber se a pessoa pode fazer a doação sem causar qualquer comprometimento à sua saúde. De acordo com a lei, parentes de até quarto grau e cônjuges podem ser doadores vivos. Os não parentes precisam de autorização judicial.

Por meio de um doador vivo é capaz de se obter rim, medula-óssea, parte do fígado, parte do pulmão e parte do pâncreas. Nota-se na tabela acima que o transplante de rim é disparado o que mais ocorre. A maioria dos pacientes que estão à espera de uma doação necessita justamente deste órgão para sobreviver. Como é uma doação que pode ser feita por pessoas vivas e sem causar qualquer tipo de dano ao doador, é a mais comum de se realizar.

 

A felicidade de “nascer de novo”

 

Quando o paciente consegue alguém para doar e passa com sucesso pelo transplante, a sensação é a de estar ganhando uma nova vida. Foi o que aconteceu com o microempreendedor Sandro Terroso. Precisando de um rim, ele contou com a ajuda do próprio irmão, o que tornou a história ainda mais especial. “Eu estava na fila de espera para receber de um cadáver também, mas aí apareceu o meu irmão, que é um doador vivo, e agilizou todo o processo”, contou. 

orgaos-texto_450_01A doação do irmão poupou o tempo que Sandro agora já usa para se recuperar. “Foi bem melhor, porque ficar na fila tem que esperar até que apareça um cadáver de acordo com o tipo sanguíneo e as demais coisas para se ter uma compatibilidade adequada. Em algumas instituições hospitalares do Rio de Janeiro, esse processo demora, mais ou menos, uns 90 dias”, afirma o carioca.

Após passar por uma situação crítica na hemodiálise, Sandro recebeu a doação e o transplante ocorreu em junho deste ano. Recuperado, ele deixa uma mensagem de incentivo para que as pessoas tenham a real dimensão do que significa ser um doador. “O meu desejo é de que todas as pessoas sejam doadoras de órgãos, porque elas não imaginam, na maioria das vezes, o bem que vão estar fazendo. É um gesto muito nobre e quem espera por um órgão está precisando disso para a manutenção da vida.”

A Semana Nacional de Doação de Órgãos está na sua décima sexta edição. O evento ocorreu pela primeira vez em 1999 e, desde então, é sempre presente no calendário, crescendo a cada ano. Até o próximo domingo (28), várias atividades ainda serão realizadas. 


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