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Osteoporose: causas, consequências e cuidados para evitá-la

17/10/2014

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Por Fernando Hawad 

Perda de força e flexibilidade dos ossos são efeitos da osteoporose, enfermidade que consiste na diminuição da densidade óssea, aumentando o risco de fraturas no esqueleto. A doença atinge em especial pessoas acima dos 50 anos e é mais comum em mulheres. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), uma em cada três mulheres nessa faixa etária e um em cada cinco homens terão alguma fatura devido à doença. Com o objetivo de conscientizar a população a respeito desse problema sério, a IOF promove o Dia Mundial da Osteoporose, que ocorre em 20 de outubro.

Aproximadamente dez milhões de pessoas sofrem com a osteoporose no Brasil, mas, para cada três, apenas uma é diagnosticada corretamente. Os fatores hereditários estão entre as principais causas da doença. “Costumamos dizer que 40% dos fatores são modificáveis. Podemos alterar na nossa vida a ponto de dificultar a progressão da osteoporose. Mas 60% dos fatores são genéticos, inerentes à pessoa e nem sempre conseguimos prevenir”, explica a doutora Marise Lazaretti, médica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

osso-com-osteoporose_368_01Para combater a diminuição da massa óssea, o consumo de cálcio é primordial. Há quem acredite que a ingestão de leite deva ocorrer apenas nas fases iniciais da vida. De fato, é indispensável que as crianças bebam bastante leite para a fortificação dos ossos, mas o alimento, rico em cálcio, não deve ser abandonado na idade adulta. “Hoje em dia, os jovens às vezes param de tomar leite em um momento crítico, porque o auge do nosso esqueleto acontece entre os 20 e os 30 anos de idade. Depois disso começamos a ter uma perda lenta de osso, que pode ser minimizada justamente com a ingestão de cálcio”, esclarece a doutora Marise. 

Para os que têm intolerância à lactose, é importante lembrar que o leite, apesar de ser a principal fonte de cálcio, não é a única. Verduras como brócolis, espinafre e grãos como soja, gergelim e o próprio grão de bico também contém o mineral. Um adulto precisa de aproximadamente 1000 mg de cálcio por dia.

Além da alimentação rica em cálcio, a vitamina D, proveniente da luz solar, é outra parceira no combate à osteoporose. Por isso, vale muito a pena arranjar um tempo para tomar um solzinho todos os dias, nem que seja por apenas 20 minutos. É claro que o contato com o sol deve ser moderado para que não haja problemas como queimaduras e desenvolvimento de doenças como câncer de pele. Os horários mais adequados e benéficos para fazer uma caminhada ao ar livre são até às 9h na parte da manhã, e após às 16h na parte da tarde. A atividade física é o elemento que completa o tripé de prevenção à doença. Pessoas sedentárias aumentam o risco de osteoporose.

 

Mulheres pequenas e de cor branca devem tomar mais cuidado

 

Embora a doença possa atingir indivíduos das mais variadas características, o índice de mulheres de cor branca ou de origem asiática com osteoporose é consideravelmente maior. Isso se deve aos fatores genéticos, naturais. 

Os negros possuem ossos mais fortes, têm esqueleto e massa muscular muito mais potentes em relação aos brancos. É isso o que explica também o domínio histórico de atletas negros em modalidades esportivas que dependem de força física e explosão muscular. Os grandes corredores das provas de velocidade no atletismo, por exemplo, são de cor negra, como o fenômeno jamaicano Usain Bolt, considerado um dos maiores atletas de todos os tempos.

 

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Corredores negros costumam levar vantagem em provas curtas, como mostra a final dos 100m nos Jogos de Londres

 

Por conta dessas condições favoráveis, é mais difícil um negro ser diagnosticado com osteoporose. O caso mais comum é em mulheres brancas e miúdas. Por isso, todo cuidado é pouco. O exame de densitometria óssea é utilizado para diagnosticar a doença. Normalmente é indicado para mulheres a partir de 65 anos e homens acima de 70. Mas em casos específicos, deve ser realizado antes dessas idades. Pessoas com peso abaixo do normal (Índice de Massa Corporal menor que 18,5 kg/m²) ou que já tiveram algum tipo de fratura prévia, precisam ficar atentas. 

A osteoporose é uma doença considerada silenciosa, porque os sintomas não se manifestam. Se não houver um acompanhamento com exames de sangue e massa óssea, vai evoluindo paulatinamente e pode vir a ser descoberta somente após as primeiras fraturas sofridas.

 

Osteoporose em jovens: praticantes de atividades com impacto exagerado

 

Apesar de ser mais frequente em idosos, a osteoporose não é uma exclusividade dessa faixa etária. Pessoas mais jovens também podem sofrer a doença. É uma circunstância específica. Atletas que praticam modalidades de forte impacto para as articulações, como maratona e triatlo, são mais propensos a desenvolver o quadro.

“É bem raro de ocorrer osteoporose em jovens, mas existe uma situação que propicia o aparecimento da doença. O excesso de exercício, mas excesso mesmo. Atletas que ficam muito tempo se exercitando durante o dia. No caso das mulheres, algumas até param de menstruar por conta do esforço sobre humano que fazem e acabam tendo um risco maior de fratura. Fora as fraturas por estresse, que acontecem por causa dessa intensidade toda nos exercícios”, afirma a doutora Marise Lazaretti.

 

Como ingerir cálcio diariamente
 
Alimento Quantidade de Cálcio
Leite (1ml) 1 mg
Feijão rosinha (uma concha e meio ou 160g) 100 mg
Laranja lima (2 unidades) 100 mg
Requeijão (uma colher e meia) 100 mg
Bebidas à base de soja (copo) 40 mg
Queijo minas fresco (uma fatia) 200 mg
Iogurte (200ml) 240 mg
Espinagre cozinho (4 colheres de sopa) 160 mg
Couve refogada (2 colheres de sopa) 164 mg

 


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