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Novembro Azul: unindo forças para combater o câncer de próstata

21/11/2014

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Por Fernando Hawad

Câncer de próstata é coisa muito séria. Os números não são nada animadores. Estima-se que em 2014, cerca de 69 mil casos foram diagnosticados. Para cada seis homens, um é portador da doença. No intuito de modificar este cenário, o Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), promove o Novembro Azul, uma campanha de conscientização semelhante ao Outubro Rosa (Câncer de Mama). O objetivo é combater o câncer de próstata, enfatizando a necessidade dos exames preventivos. 

 

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Fatores de risco e sintomas

 

Alguns casos de câncer de próstata podem ser determinados por fatores hereditários, mas a estatística mostra que a maioria não tem nada a ver com a composição genética. Apenas 10% ocorrem em decorrência desses fatores. Mesmo assim, quem tem uma tendência hereditária precisa estar mais atento. 

Homens com casos de câncer de próstata na família devem começar a fazer os exames aos 45 anos, mais cedo que o normal, que é a partir de 50. A doença é mais comum em pessoas com ascendência africana. Portanto, homens negros também precisam de atenção redobrada, porque são mais propensos a serem diagnosticados com o câncer em estágio avançado, quando não há muito a se fazer. Assim como na maioria das doenças, os hábitos alimentares podem ser determinantes. Estudos mostram que a obesidade aumenta o risco de um câncer de próstata mais incisivo. Saber regular a dieta nunca é uma má ideia. Junto a isso, os exercícios físicos devem fazer parte da rotina  

É essencial também medir o nível de PSA (Antígeno Prostático Específico) no sangue. Se a quantidade for elevada, é motivo para ligar o sinal de alerta. Homens com PSA até 2,5 ng/mL podem realizar o exame a cada dois anos. Mas os que têm nível acima deste valor precisam se examinar anualmente. 

Com relação aos sintomas, o câncer de próstata é quase silencioso. Normalmente a doença só apresenta complicações quando já se encontra em um estágio avançado. Problemas para urinar, dificuldade em conseguir esvaziar completamente a bexiga e presença de sangue na urina são alguns sintomas característicos.

Para diagnosticar o câncer, o principal exame é físico, o chamado toque retal. Há também o exame laboratorial, que mede o nível de PSA, e a ultrassonografia transretal. Mas o toque é primordial para a detecção precoce do problema.

 

Novembro Azul

 

Tudo começou do outro lado do mundo. Foi na Austrália, em 2003, que surgiu o movimento, se aproveitando da celebração do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (17 de novembro). Com o nome de Movember, a campanha cresceu e se espalhou por diversos países.

cristo_470No Brasil, o pontapé inicial foi dado graças à iniciativa do Instituto Lado a Lado pela Vida, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve projetos visando sempre à melhoria da qualidade de vida no país. “Desde 2008 a gente vem trabalhando com a saúde do homem no Brasil. Nós lançamos a campanha ‘Um toque, um drible’, que é um toque de saúde e um drible no preconceito, para conscientizar os homens sobre a importância de ir ao médico. Em 2012, essa campanha teve um desdobramento para o Novembro Azul, que foi trazido para o Brasil como uma referência ao movimento internacional, criado na Austrália”, afirma Liana Pires, supervisora de comunicação do Instituto.

A grande marca do Movember consiste em fazer com que os homens deixem o bigode crescer. Mas, aqui no Brasil, as prioridades são outras. “A gente percebeu que aqui não há essa cultura. Então a gente faz outras atividades em empresas, em hospitais, sempre em lugares de grande circulação de pessoas. A ideia é estimular, de uma maneira lúdica e descontraída, os homens a cuidarem da saúde”, explica Liana.

As atividades são diversas. Corridas de rua, caminhadas, ações em estádios de futebol e até participações em eventos importantes, como na etapa da Stock Car, uma das principais categorias de automobilismo do país. O Instituto promoveu também a “Várzea Azul”. Durante o mês de novembro, em todos os fins de semana, uma região de São Paulo faz um jogo de futebol de várzea em homenagem à campanha. Há também atividades mais pedagógicas, como palestras, por exemplo.

Em seu terceiro ano, o Novembro Azul registra um crescimento importante. Em 2012, na primeira edição, apenas três ações foram realizadas somente no Estado de São Paulo. No ano passado, o evento já contou com 260 ações em quase todos os estados do país, exceto Acre, Rondônia e Roraima, que não participaram. Neste ano, o número de ações já ultrapassa 500 e o movimento está sendo aderido por mais de 1200 empresas. 

Diversos fatores estão contribuindo para a massificação da campanha. Atos simples, como a iluminação degustavo_borges_350 monumentos históricos do país, ajudam a chamar atenção para a causa. No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor ficou todo azul. O mesmo aconteceu com o Maracanã, palco da final da Copa do Mundo de 2014. Em Brasília, o prédio do Congresso Nacional também abraçou à campanha. Além disso, alguns nomes importantes ajudaram a disseminar o movimento, como Gustavo Borges, nosso grande nadador, dono de quatro medalhas olímpicas.

Aos poucos o Novembro Azul vai se consolidando e o objetivo sendo alcançado de forma gradual. Segundo o doutor Alfredo Canalini, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, que é parceira do Instituto Lado a Lado pela Vida nesta empreitada, os homens estão mais conscientes em relação ao problema. “Com certeza. Às vezes você está andando na rua e percebe as pessoas espontaneamente comentando algo a respeito do câncer de próstata. Até lamentando que conhecem alguém que está morrendo por causa do câncer de próstata, porque sempre se recusou a fazer o exame. Outro dia mesmo eu vi gente comentando: ‘como é que o camarada pode morrer de câncer de próstata com tantos recursos que existem para o diagnóstico precoce e para o tratamento.’ Isso é um negócio bem interessante”, conta o médico.


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