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Inibidores de apetite: vilões da saúde ou aliados na perda de peso?

17/09/2014

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Inibidores de apetite estão de volta

Eles funcionam mesmo? Podem ter efeitos negativos? Descubra

 

Por Fernando Hawad

Uma boa notícia para quem está tentando perder peso. Os inibidores de apetite feitos à base de anfetamina podem ser novamente comercializados. Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia proibido a venda destes medicamentos, com base nos efeitos colaterais que os remédios podem provocar nos pacientes. Mas no início deste mês de setembro, o Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo, liberando a venda dos produtos.

Os inibidores de apetite são eficazes, mas não é qualquer pessoa que pode usá-los.

De acordo com o plenário, a justificativa para acabar com a proibição imposta pela Anvisa foi a de que a agência passou por cima da opinião dos médicos especialistas, tomando uma atitude autoritária e que vai além da sua função. A classe médica já havia se posicionado a favor dos medicamentos na época em que foram tirados de circulação, alegando que os problemas causados pelos inibidores de apetite são decorrentes da prescrição inadequada dos produtos, pois nem sempre são indicados por especialistas.

A proposta para suspender a proibição é de autoria do deputado gaúcho Beto Albuquerque, do PSB. Vários órgãos de saúde se manifestaram favoravelmente à liberação dos medicamentos considerados, pelos médicos, importantes na briga contra a balança. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) foi uma das que apoiaram a supressão ao veto da Anvisa. Em comunicado oficial, a SBEM afirmou que o uso de tais medicamentos, de forma controlada e na dose correta, sempre ao encontro da melhora na qualidade de alimentação e do aumento das atividades físicas, é uma ferramenta adequada para o tratamento da obesidade.

Segundo o doutor Mário Carra, atual presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, os inibidores são eficazes, mas há um grupo específico de pacientes que deve consumi-los. “Os remédios funcionam mesmo, mas não são para todo mundo e sim para um determinado grupo de pessoas. Os que devem consumir são aqueles que comem grandes refeições. Não é aquele camarada que come o dia todo, embora também possa funcionar para ele em alguns casos. Os inibidores são mais eficientes para as pessoas que comem um grande volume no café da manhã, no almoço e no jantar”, explica o doutor.

inibidores_apetite_texto_450_01Para o especialista, os problemas ocorrentes em pessoas que tomam esses medicamentos devem ser creditados à falta de um aval médico. “Todo medicamento precisa ser supervisionado. O problema é que algumas pessoas começam a tomar porque ouviram falar que funciona e com elas acaba não funcionando, porque não tem controle médico. Aí se cria a impressão de que é um medicamento ruim, quando na verdade não é. Quem tem obesidade, por exemplo, precisa ir ao médico com regularidade, não basta só tomar”, afirma Mário Carra.

Ainda conforme o doutor, outro bom motivo para a liberação dos inibidores de apetite está relacionado ao bolso. Além da eficácia dos medicamentos, seus preços são bem acessíveis, possibilitando condição de compra aos pacientes que não nadam em dinheiro. 

 

Quando não funciona, o melhor é parar

 

A médica Elisa Coelho teve uma experiência frustrante com os inibidores de apetite. Há quatro anos, ela tomou sibutramina, que, ao contrário da anfetamina, não teve sua comercialização proibida pela Anvisa em 2011. Na ocasião, houve apenas um rigor maior para a prescrição de medicamentos feitos à base do fármaco.

inibidores-de-apetite-2-texto_200Para Elisa, o medicamento não funcionou porque os efeitos colaterais se manifestaram rapidamente. “Tomei durante um mês, mas com duas semanas já apareceram os efeitos. Tive labilidade emocional (tendência a alternar momentos de bom e mau humor) e, devido a isso, parei”, conta a reumatologista.

A médica diz que não se encaixava no perfil das pessoas que precisam tomar. De acordo com ela, os medicamentos podem ser úteis, desde que o paciente tenha o conhecimento sobre o que vai ingerir. “Existem várias classes de remédios para emagrecer. Se a indicação for precisa, o uso é benéfico sim”, completa.

 

Efeitos colaterais

 

Os efeitos que os inibidores de apetite podem causar variam de acordo com a substância de cada medicamento. Se tratando das anfetaminas, inibidores mais populares, os principais efeitos são o transtorno de humor, a insônia, agitação e dor de cabeça. 

Mas isto só aparece devido ao uso inadequado dos produtos. Sem o controle médico ideal, os riscos são inevitáveis. Portanto, antes de tomar, consulte um especialista. Lembre-se de que o problema muitas vezes não está no medicamento e sim na forma como ele é utilizado.


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