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Câncer de mama: nunca deixe os exames de lado

24/10/2014

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Por Fernando Hawad

O câncer de mama é uma das doenças mais comuns em mulheres acima dos 40 anos. Preveni-lo totalmente ainda é tarefa impossível para a medicina, mesmo com todos os avanços ao longo dos últimos anos. Mas é possível reduzir os fatores de risco obtendo um diagnóstico precoce do problema, fundamental para controlar a doença. O mês de outubro se dedica a conscientizar a população a respeito desta grave enfermidade. É o chamado “Outubro Rosa”, movimento que cresce a cada ano, incluindo palestras, seminários, caminhadas e outras atividades, tudo em prol da conscientização para impedir que o câncer de mama tenha um efeito devastador.

 

Diagnóstico precoce, a chave para combater a doença

 

O câncer ocorre devido ao crescimento descomedido das células da mama, que acabam adquirindo anormalidades. Embora seja incomum, também pode acometer os homens. Mas a doença é quase exclusiva das mulheres. De acordo com dados do INCA, mais de 57 mil casos de câncer de mama foram registrados em 2014.  

cancer-mama-fita-rosa-getty-images-texto_388_02Infelizmente ainda não há como prevenir o desenvolvimento da doença.  No entanto, as mulheres precisam de atenção redobrada após os 40 anos. A mamografia, exame que detecta o câncer, deve ser realizada uma vez por ano a partir desta idade. É necessário o acompanhamento de um mastologista, médico especialista no assunto. O exame torna-se indispensável porque a doença não apresenta sintomas no início. Apenas quando já se encontra em um estágio mais avançado é que começam a aparecer os nódulos, manchas e aumento de uma mama em relação à outra. Portanto, diagnosticar o problema logo nos primeiros momentos pode impedir que a doença cresça de forma perigosa, colocando, muitas vezes, até a vida em jogo. A melhor maneira para derrotar o câncer de mama é impedindo a entrada dele em campo.

Vale ressaltar que dor na mama não é necessariamente um sinal de câncer. É incomum o tumor provocar dores, a não ser em casos bem específicos, quando produz alguma inflamação, por exemplo. De uma maneira geral, as dores estão associadas a fatores hormonais ou emocionais, que têm a ver com estresse, problemas cotidianos, entre outros motivos. Caso a mulher esteja amamentando, a dor pode ser consequência do excesso de leite.  

  

Fatores de risco e causas

 

Como foi dito acima, não é possível prevenir a doença, de forma a impedir completamente o seu desenvolvimento. Mas algumas atitudes podem ser tomadas para diminuir o risco. A obesidade e o sedentarismo são fatores que elevam a possibilidade de ocorrência do câncer de mama. Então, a respeitável dupla que combate quase todos os tipos de doença precisa entrar em ação: alimentação saudável e prática de exercícios físicos.

Também são fatores de risco o tabagismo e o alcoolismo. Ao abandonar o cigarro e maneirar na bebida, você estará dando um bom passo para se distanciar do câncer de mama. 

Há, porém, as chamadas causas naturais, que independem da força de vontade das pessoas. Ter uma predisposição hereditária significa que o cuidado deve ser maior. O histórico familiar, infelizmente, indica uma propensão ao tumor. Portanto, um acompanhamento constante é indispensável.

 

Sintomais mais comuns do câncer de mama:
- Caroço na mama
- Alteração no tamanho e na forma da mama, fazendo com que uma fique maior que a outra
- Endurecimento da pele da mama
- Coceira
- Inchaço
- Feridas junto ao mamilo

 

Outubro Rosa: conscientizando a população

 

A ideia começou a se desenhar 24 anos atrás. Em 1990, houve a primeira “Corrida pela Cura”, em Nova York, evento que foi promovido pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, fundada pela americana Nancy Brinker, que havia perdido sua irmã, Susan, por causa do câncer de mama. 

Foi na primeira edição da corrida que surgiu o laço rosa, símbolo emblemático da luta contra a doença. A atividade passou a ser realizada anualmente, atraindo milhares de pessoas que abraçam a causa. Em 1997, outras cidades americanas entraram no clima. Os atos para conscientizar a população a respeito do câncer de mama começaram a tomar todo o mês de outubro. Surgia, então, o nome “Outubro Rosa”.

O evento ganhou força e se globalizou. Atualmente, ocorre em diversos países mundo afora. E o Brasil também mergulhou bonito nessa causa. Com diversas atividades ao longo do mês, o Outubro Rosa consegue alertar as mulheres para o cuidado que se deve ter com a doença. 

dra_thereza_396“Nós já fizemos panfletagem em shopping e fizemos caminhadas também, mas o forte mesmo são as palestras educativas. É quando você consegue atingir o público. Você explica como se examina a mama em casa, explica que tem que ir ao médico e fala sobre a importância da mamografia. Eu acredito muito na prevenção através da palestra, porque educação é tudo”, afirma a mastologista Thereza Cypreste, que faz parte da Associação dos Amigos da Mama (ADAMA) de Niterói.

Participando ativamente das ações do Outubro Rosa, a doutora Thereza destaca a importância de levar o conhecimento para as áreas mais carentes, onde muitas vezes as mulheres não têm a real dimensão do quão grave é o câncer de mama. Apesar de reconhecer o êxito do evento, ela acredita que as ações não deveriam se restringir a um mês. “É válido porque a mulher acaba saindo de casa, acaba indo ao médico, faz a mamografia, mas essa campanha não pode parar em outubro. Tem que botar um pouco de rosa em cada mês do ano, já que não tem câncer de mama só em outubro. Por isso que a ADAMA faz palestra educativa durante todo ano. A gente não para de falar sobre o câncer em novembro, não. É o nosso foco”, explica a médica.

Se você ficou com vontade de participar do Outubro Rosa, ainda há tempo. Até o fim do mês, várias atividades serão realizadas por todo Brasil.

 


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