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Pequeno grande mestre

15/05/2015
Fabiana Bentes

 

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Fui avisada no dia 11 de maio que o atleta Guilherme Murray havia ganhado o diploma mundial de Fairplay. Apesar de ser jornalista, profissão que exige publicar logo a notícia, resolvi aguardar outros meios noticiarem. Eu precisava de tempo, porque isso era muito mais que uma notícia, era a oportunidade para reflexão sobre o esporte no Brasil.

Já havia feito o texto “Fairplay que não se mede” justamente quando ocorreu o que justificou o reconhecimento da atitude nobre de Murray. É, realmente ele é um exemplo. Um exemplo que falta no país. Da humildade na surpresa ao receber seu prêmio por uma atitude simplesmente correta, do exemplo da naturalidade com que reagiu ao não ser merecedor do ponto, da construção da cidadania positiva que um esporte como a esgrima historicamente forma atletas, e como isso serviu de exemplo para uma sociedade hoje assolada pela falta de moral, ética e de valores no dia dia do país, em todos os sentidos.

No esporte, muitos mais exemplos como o do Guilherme deveriam acontecer, mas a realidade do esporte também já não é tão idônea assim. Imagina isso, por exemplo, no futebol? Um jogador que admitisse um pênalti seria provavelmente agredido pela sua torcida.

Quando eu sou firme em justificar a linha editorial do portal Esporte Essencial prevalecendo a questão do esporte sócio-educacional, frente à demanda comercial do debate só de placares, é porque enxergo o esporte como ele tem que ser, transformador de uma sociedade.

 

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Um país que utiliza mal e porcamente o exemplo de seus heróis esportivos, tende a se segurar com todas as forças num jovem como Guilherme Murray, de apenas 12 anos... Mas numa sociedade carente de tão bons exemplos, Guilherme é um pequeno grande mestre na nobre arte de ser ético.

Guilherme Murray é atleta do time Sou do Esporte, clique aqui para patrociná-lo.

Fabiana Bentes
Editora-chefe Esporte Essencial

* Legenda da foto:  Guilherme Murray, atleta do Time Sou do Esporte, retornou neste mês de maio do Challenge des Nations, em Quebec, no Canadá, recheado de medalhas! Com o investimento garantido pelo crowdfunding da rede Sou do Esporte, o esgrimista de apenas 12 anos conquistou medalhas de bronze tanto no florete quanto na espada. Guilherme também foi medalhista de ouro na disputa por equipes do florete na categoria até 15 anos, uma acima da sua, integrando o grupo das Américas, ao lado do brasileiro Ricardo Pacheco e do norte-americano Lucas Lutar!

 

Guilherme Murray é contemplado com prêmio internacional de fairplay

Por Katryn Dias

Pela primeira vez, um esgrimista brasileiro vai receber um prêmio internacional por sua demonstração dos valores do esporte. O jovem Guilherme Murray receberá o diploma mundial de fairplay, na categoria juventude, concedido pelo Comitê Internacional do Fair Play (CIFP, na sigla em inglês).

Guilherme foi reconhecido por sua atitude no Campeonato Pan-Americano Infantil de Aruba, no ano passado. Na ocasião, o atleta do Panathlon Club chamou a atenção do árbitro para um erro que lhe concederia a vitória. Guilherme não teria tocado no adversário, mas o toque foi computado.

Apesar de animado para viajar e receber o prêmio, Guilherme não acreditou que uma atitude tão simples merecesse tanto. “O prêmio foi inesperado. O que eu fiz foi simplesmente ser honesto em um campeonato e acabei virando notícia no país. Para mim foi normal, só fiz o que a gente aprende no esporte”, disse o esgrimista de 12 anos.

Seu treinador, o Mestre Régis Trois de Avila, concorda. “Confesso que a escolha foi uma surpresa para mim, mas estou muito contente. É uma premiação que valoriza, além do Guilherme como pessoa, a esgrima como esporte. O prêmio exalta uma atitude que todos os esgrimistas aprendem desde pequenos”, disse Avila, que está envolvido com a modalidade há mais de 40 anos.

O Mestre faz questão de reforçar que a honestidade é uma tradição da esgrima, passada há muitas gerações. Para ele, no caso, a exceção teria sido deixar de acusar que o golpe não havia tocado no adversário. “A minha preocupação é deixar claro que essa é uma atitude natural para qualquer esgrimista. Não quero passar a ideia de que o Guilherme é o único a acusar erros de arbitragem. Para nós, é algo normal. A novidade foi a divulgação que tomou uma proporção gigante”, enfatizou o técnico da seleção brasileira.

A entrega do diploma será realizada durante a cerimônia anual de premiação do CIFP em Baku, no Azerbaijão, no dia 7 de outubro. Além de diplomas para atletas e organizações que tenham demonstrado conduta excepcional, a entidade ainda concede três troféus principais para atitudes de fairplay.

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