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Fique de Olho: Isaquias Queiroz, o menino prodígio da canoagem brasileira

16/02/2016

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Arte: Amanda Parmegiani

Por Fernando Hawad

Da infância difícil em Ubaitaba, no interior da Bahia, para se tornar uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio. A canoagem entrou na vida de Isaquias Queiroz graças a um projeto social. Com 11 anos de idade, o baiano teve seu primeiro contato com a modalidade. Desde então, o crescimento de Isaquias foi proporcional ao seu talento.

Quando criança, ele caiu de uma árvore enquanto brincava. O acidente acabou resultando na perda de um rim. Mas nada que atrapalhasse a vontade do garoto de ser um vencedor na vida. E, aos 22 anos, Isaquias já venceu muito! Tornou-se um verdadeiro fenômeno da canoagem. Em uma modalidade pouco tradicional no Brasil, o baiano obteve feitos que ninguém havia conseguido.

Sagrou-se o primeiro brasileiro campeão mundial júnior, em 2011. Em 2013, uma conquista inesquecível! No Mundial de Duisburg, na Alemanha, Isaquias faturou o ouro no C1 500m, prova que não é olímpica. No ano seguinte, veio o bicampeonato mundial da prova, em Moscou. Isaquias já havia se tornado o maior canoísta da história do Brasil. Mas o ano de 2015 seria ainda mais especial para o baiano.

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Em seu primeiro Pan, Isaquias Queiroz faturou dois ouros e uma prata. Venceu o C1 1000m, batendo o grande canadense Mark Oldersharw, e o C1 200m. No C2 1000m, formou dupla com Erlon de Souza e levou a prata. Pouco depois, Isaquias foi ao Mundial de Milão, na Itália, com uma missão: conseguir a vaga olímpica no C1 200m. Por já ter a classificação no C1 1000m, o baiano abriu mão da prova, uma estratégia traçada pelo técnico Jesus Morlán, espanhol que está no comando da seleção brasileira de canoagem velocidade. E a tática deu certo. Isaquias faturou o bronze no C1 200m, garantindo a vaga olímpica para o Brasil. Só que o melhor e mais saboroso resultado ainda estava por vir. Ao lado de Erlon, Isaquias conseguiu um feito histórico: o título mundial no C2 1000m. 

A primeira participação olímpica de Isaquias Queiroz será justamente em casa. E ele já chega como um dos principais nomes da modalidade. Nos Jogos do Rio, o baiano ainda não definiu quantas provas vai disputar. Pode ser que brigue por até três medalhas: no C1 1000m, no C1 200m, e no C2 1000m, ao lado de Erlon. A tendência, no entanto, é optar por duas provas. O C1 1000m é certo. E o adversário a ser batido é o alemão Sebastian Brendel, ouro em Londres 2012 e atual tricampeão mundial da prova. Brendel é um craque das canoas. Mas o alemão sabe que seu reinado está fortemente ameaçado. O Rio pode ser palco da consagração de um baiano que colocou o Brasil no cenário internacional da canoagem. Isaquias Queiroz tem tudo para entrar no rol dos grandes atletas olímpicos da história do país. E o melhor de tudo é que a sua trajetória no esporte está apenas começando. 

Foto: Reprodução

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