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Álcool e esporte: será que essa mistura combina?

22/10/2012

Por Katryn Dias

alcool-divulgao_429A nova sensação noturna do país pode se transformar em um vício perigoso. Os drinking games, como são conhecidas as brincadeiras que estimulam o consumo excessivo de álcool, são hoje o grande atrativo das festas voltadas para o público entre 18 e 24 anos. Nesses lugares, é comum a prática de atividades como a distribuição de doses como premiação, o sorteio de garrafas de bebidas alcoólicas e até a utilização de instrumentos que ajudam a beber mais rapidamente, como o Megabeerbomb, um grande funil com mangueiras acopladas na saída.

Para uma geração que convive com o hábito de beber em excesso, como se manter longe dos riscos de doenças como o alcoolismo? Um dos caminhos é justamente o esporte. Para o médico Rogerio Morihisa, especialista em prevenção e uso de drogas, cultivar hábitos saudáveis de vida é uma das maneiras de manter adolescentes e adultos longe do risco. “A prática esportiva, sendo um dos muitos hábitos saudáveis que o ser humano pode adotar, funcionará como um fator de proteção contra o uso de álcool e outras drogas", afirmou Morihisa em entrevista ao Esporte Essencial.

Um jovem que pratica esportes diminui radicalmente as chances de se envolver com alcoolismo, até porque ele compreende que a bebida prejudica o seu desempenho como atleta. Segundo os médicos, o grande perigo dessa substância no corpo de um atleta é a desidratação dos músculos, o que pode levar a lesões e rupturas musculares. Além disso, estudos analisados pelo American College of Sports Medicine, a ingestão excessiva de álcool ainda pode exercer efeito sobre uma série de habilidades psicomotoras, tais como tempo de reação, precisão, equilíbrio e coordenação motora para movimentos complexos, além de influenciar o desempenho físico, como o metabolismo energético, o consumo máximo de O2 e a freqüência cardíaca.

Acompanhando estudantes noruegueses de 13 a 19 anos de idade, pesquisadores avaliaram como a prática de esportes, durante a adolescência, pode predizer o uso de álcool na etapa tardia da adolescência e na fase adulta. No início do estudo de Tove e Lars Wichstrøm, metade dos estudantes estava envolvida em atividades esportivas (50,7%) e aqueles que não praticavam exercícios apresentaram maior frequência de episódios de embriaguez. 

Outro estudo divulgado por pesquisadores alemães e publicado recentemente pelo jornal “Alcoholism: Clinical & Experimental Research” revela que os efeitos colaterais do consumo do álcool são maiores do que o imaginado por médicos. De acordo com os resultados, o hábito de consumir bebidas alcoólicas mata mais rapidamente do que fumar: alcoólicos morrem 20 anos mais cedo, em média, do que a população geral.

“Beber também pode contribuir para outros comportamentos de risco, como tabagismo, excesso de peso e obesidade. O álcool é um produto perigoso e deve ser consumido apenas dentro das diretrizes”, endossou o professor responsável pela pesquisa, John Ulrich, da Universidade de Medicina de Greifswald.

Esporte no combate e prevenção às drogas

Foto: Divulgação

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