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Memória Olímpica

Maurício

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Arte: Amanda Parmegiani

São poucos os atletas brasileiros que têm na estante duas medalhas de ouro em Jogos Olímpicos. E nesta seleta galeria está um craque do voleibol: Maurício. A paixão pela modalidade começou no sofá de casa. Foi ali que o levantador, ainda criança, assistiu pela televisão a medalha de prata do Brasil no Campeonato Mundial de 1982. Na época com 14 anos de idade, Maurício começou a praticar vôlei e teve uma ascensão meteórica. Em 1988, aos 20 anos, disputou sua primeira Olimpíada, como reserva de William, levantador que foi medalha de prata nos Jogos de Los Angeles 1984.

Nos anos seguintes, Maurício assumiu a titularidade da posição na seleção brasileira. Vieram os Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 e o vôlei brasileiro chegou ao topo do mundo. Com uma vitória por 3 a 0 sobre a Holanda, a seleção conquistou o inédito ouro. Um título inesquecível! Foi o primeiro ouro do país em esportes coletivos na história olímpica. Maurício teve participação fundamental para a conquista que marcou uma geração. No ano seguinte, o Brasil ganhou a sua primeira Liga Mundial, novamente com o levantador se destacando.

Maurício também foi titular nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 e Sidney 2000. Em ambos os torneios, o Brasil caiu nas quartas de final, ficando fora da disputa por medalhas. Em 2001, Bernardinho assumiu o comando da equipe nacional. Iniciava ali a época mais gloriosa do vôlei brasileiro. Com Maurício nos levantamentos, o time chegou ao segundo título da Liga Mundial. No ano seguinte, 2002, o país que já era campeão olímpico conquistava pela primeira vez o caneco do Campeonato Mundial, competição que foi realizada na Argentina. Maurício terminou o torneio com o prêmio de melhor levantador do mundo.

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Nas temporadas seguintes, Maurício perdeu a titularidade da seleção para Ricardinho. Mesmo assim, continuou imprescindível para a equipe. Os minutos de quadra reduziram, mas a experiência do levantador, entrando em momentos importantes de partidas decisivas, contribuiu para mais um título de Liga Mundial em 2003. Em 2004, aos 36 anos, Maurício ainda jogava o fino da bola. O Brasil parecia um time imbatível naquele ano. Os comandados de Bernardinho faturaram mais uma Liga Mundial, a quarta do país, todas com Maurício no elenco. Pouco depois, nos Jogos Olímpicos de Atenas, a consagração. Com vitória sobre a Itália por 3 a 1, a seleção confirmava o favoritismo e conquistava o segundo ouro olímpico. Dos remanescentes de Barcelona, apenas Maurício e Giovane, que até hoje são os únicos bicampeões olímpicos do país no vôlei masculino.

Depois de ganhar tanto, o levantador resolveu sair de cena. Aos 37 anos, em 2005, Maurício deixou as quadras. Mas suas conquistas foram eternizadas. Considerado um dos principais jogadores da história do país, Maurício foi de suma importância para que o Brasil se tornasse uma potência do voleibol.  

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010).


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