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Memória Olímpica

Magic Paula

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O apelido de Magic Paula não foi dado à toa. Dona de extrema habilidade com a bola, capaz de assistências certeiras e precisa nos arremessos, a jogadora marcou época no basquete feminino do Brasil.

Maria Paula Gonçalves Silva nasceu no dia 11 de março de 1962, em Oswaldo Cruz, no subúrbio do Rio de Janeiro. Aos sete anos, já era apaixonada por basquete e, três anos depois, conquistou seu primeiro troféu em um torneio de lance livre. Assim, conseguiu chance no time juvenil Clube das Bandeiras. 

Aos 14 anos, Paula tornou-se a mais nova atleta a ser convocada para seleção brasileira adulta. Em 1977, já era titular absoluta da equipe. Mas foi só em 1983 que ganhou o apelido pelo qual ficaria conhecida. Autor da brincadeira, o jornalista esportivo Juarez Araújo pretendia fazer referência ao jogador norte-americano Magic Johnson, do qual Paula era fã.

Em 1991, conquistou o primeiro título de grande repercussão. O triunfo nos Jogos Pan-Americanos de Havana alavancou toda a geração do basquete feminino nacional. Na decisão contra Cuba, Paula uniu forças com a parceira Hortência para encaminhar a vitória por 97 a 76. Na entrega das medalhas, foi reverenciada pelo presidente Fidel Castro.

A vitória no Pan abriu caminho para a seleção. Três anos depois, o time conseguiu sua maior conquista: o Mundial da Austrália, em 1994. Na ocasião, Magic Paula teve atuações decisivas nas vitórias sobre Estados Unidos e China, o que a fez ser eleita a melhor jogadora da competição.

1991-hortencia-paula-fidel-texto_323_01_323O título mundial sempre foi considerado pela própria como a principal conquista de toda a sua carreira, mas, em 1996, ele ainda alcançou outro grande feito: uma medalha olímpica. Nos Jogos de Atlanta, fez uma campanha perfeita até chegar à final, com sete vitórias em sete jogos. A primeira derrota foi logo a mais dolorosa. A equipe não conseguiu segurar as fortes ofensivas do time norte-americano, que jogava em casa com apoio da torcida. A prata pode não ter sido o grande objetivo, mas este segundo lugar é a melhor colocação do basquete brasileiro em Jogos Olímpicos. 

Em 2000, Paula despediu-se, definitivamente, das quadras depois de atuar por 28 anos. Cinco anos depois, foi eleita para o Hall da Fama do basquete feminino mundial. Hoje ela atua como comentarista esportiva pela Rede Record e segue à frente do Instituto Passe de Mágica, uma organização não governamental que desenvolve atividades de esporte educacional e faz a gestão de recursos da Petrobras.

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010).

Fotos: Divulgação


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