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Memória Olímpica

Ketleyn Quadros

Quando o tabu levou ippon

A primeira medalha individual de uma mulher brasileira em Jogos Olímpicos 

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Pequim 2008 reservou um feito inédito para o Brasil. Passados 112 anos dos primeiros Jogos da Era Moderna, uma mulher brasileira finalmente chegou ao pódio olímpico em uma competição individual. A façanha veio no judô, com Ketleyn Quadros na categoria leve (57kg). Aos 20 anos, a brasiliense subiu no tatame chinês para se tornar uma pioneira. 

A inesquecível medalha começou a ser construída ainda na infância. Quando criança, Ketleyn iniciou a prática da natação, mas não gostava da modalidade e sempre fugia das aulas para assistir aos treinamentos de judô no SESI de Ceilândia (DF). Ela convenceu sua mãe e trocou as piscinas pelos tatames. Em 2006, se transferiu para o Minas Tênis Clube. Ao lado de grandes atletas, seu nível técnico cresceu. Não demorou para a jovem brasiliense se tornar a segunda judoca do país na categoria leve. 

Na disputa pela vaga olímpica em 2008, Ketleyn Quadros superou a experiente Danielle Zangrando. Em Pequim, ela venceu quatro das cinco lutas que fez. O único revés foi diante da holandesa Deborah Gravenstijn. No duelo valendo o bronze, uma vitória sobre a australiana Maria Pekli colocou a brasileira para sempre na história. Era o dia 11 de agosto de 2008. A judoca ficou pouco tempo como a única brasileira medalhista olímpica individual. Ainda na capital chinesa, na semana seguinte, Maurren Maggi conquistou o ouro no salto em distância. Mas a medalha de Ketleyn representou um marco para o esporte feminino do país, principalmente para o judô.

A partir daquele resultado, a seleção brasileira feminina mudou de patamar. Foi o primeiro passo para a consolidação de uma geração vitoriosa. Depois do bronze de Ketleyn na China, vieram o ouro de Sarah Menezes e o bronze de Mayra Aguiar em Londres, os títulos mundiais de Rafaela Silva e Mayra Aguiar, e as inúmeras medalhas da equipe em competições de grande porte.

Ketleyn Quadros segue em atividade. Após o feito histórico em Pequim, ela conquistou o ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medelín, em 2010. Também foi campeã da Universíade de Kazan, em 2013. Não foi para os Jogos Olímpicos de Londres, quando a vaga na categoria 57kg ficou com Rafaela Silva. Mas o sonho de estar no Rio 2016 continua vivo. Ketleyn subiu de categoria e atualmente luta no meio-médio (63kg). Sua principal adversária em território nacional agora é Mariana Silva. 

Texto baseado nos livros "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010)

Foto: Divulgação


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