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Memória Olímpica

Joaquim Cruz

joaquim_cruz_426Glória de campeão

Recordista olímpico aos 21 anos, foi um dos maiores corredores de 800 m da história

A história é testemunha de que Joaquim Cruz é um dos maiores corredores de 800 m já revelados pelo Atletismo. O auge de sua carreira aconteceu nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Na competição, Joaquim superou o legendário britânico Sebastian Coe para ficar com o título. Ele marcou 1:43.00 na final da prova, em 6 de agosto, no Coliseu de Los Angeles. Este tempo vigorou como recorde olímpico da prova por 12 anos. O brasiliense de Taguatinga, então, contava apenas 21 anos, quando estabeleceu estas proezas.

Coe, então recordista mundial da prova com 1:41.73, teve de contentar-se com a prata, com 1:43.64, deixando para o norte-americano Earl Jones o bronze, com 1:43.83. Presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres 2012, o corredor teve que buscar o seu ouro em Los Angeles nos 1.500 m.

Quatro anos depois, aos Jogos de Seul, em 1988, Joaquim Cruz chegou como favorito. Na final, em 26 de setembro, ele liderou a partir dos 600 m e foi ultrapassado apenas perto da linha de chegada, pelo fenômeno queniano Paul Ereng, que marcou 1:43.45, para levar o ouro. O brasileiro levou a prata com 1:43.90 e deixou no 3º lugar outro astro do atletismo nos anos 80: Said Aouita. O marroquino havia desistido de fazer os 1.500 m e os 5.000 m – provas em que era apontado como favorito – para disputar os 800 m. Acabou em 3º lugar, com 1:44.06.

Pouco antes de ir para a Coréia do Sul, em 26 de agosto, Joaquim havia encostado no recorde mundial de Coe, ao ganhar o Meeting de Colônia, na Alemanha, com 1:41.77. Ou seja, numa prova de 800 m, ele ficou a 4 centésimos do recorde mundial. Até meados de julho de 2008, Joaquim e Coe eram os únicos a ter no currículo um tempo abaixo de 1 minuto e 42 segundos para a distância, ao lado do queniano naturalizado dinamarquês Wilson Kipketer, que em 1997 fez a prova em 1:42.11, também em Colônia, novo recorde mundial.

Não foram apenas as medalhas olímpicas que consagraram Joaquim Cruz. O atleta também deixou seu nome marcado nos registros dos Campeonatos Mundiais – aos 20 anos, ganhou o bronze nos 800 m em Helsinque (1983). Brilhou, ainda, nos Jogos Pan-Americanos. Em 1997, em Indianápolis, e em Mar del Plata, em 1995, tornou bicampeão dos 1.500 m.

A carreira de Joaquim foi, desde o início, surpreendente. Afinal, ele sonhava em ser jogador de basquete. Descobriu o atletismo em 1977, ao disputar o Campeonato Brasiliense Estudantil. Em competições oficiais, ganhou duas medalhas de ouro (400 e 800 metros) no Brasileiro de Menores. Aos 18 anos, em 1981, quebrou o recorde mundial juvenil dos 800 m, com 1:44.3, no Rio de Janeiro, durante o Troféu Brasil de Atletismo. Foi a senha para ganhar uma bolsa de estudos da Brian Young University, em Utah, nos Estados Unidos. Em 1983, sagrou-se campeão universitário norte-americano nos 800 m e 1.500 m.

O corredor também teve que enfrentar várias cirurgias e sofreu com crises alérgicas, que o impediram de ir aos Jogos de Barcelona, em 1992. Depois, em Atlanta, viveu momentos inesquecíveis, quando foi escolhido porta-bandeira do Brasil no desfile de abertura dos Jogos Olímpicos de 1996.

Ele é formado em Línguas Românicas pela Universidade de Oregon e em Educação Física pelo Nazarene College. Joaquim vive há muitos anos nos Estados Unidos, mora atualmente em San Diego com a mulher Mary Elingson-Cruz e os filhos. Também integra o programa Heróis do Atletismo da CBAt, patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Texto: CBAT / Foto: Getty Images


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