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Memória Olímpica

Hortência Marcari

17_03_hortencia_capa_interna_680Arte: Paula Sattamini

Mãos certeiras. Uma precisão rara nos arremessos. Hortência Maria de Fátima Marcari se tornou uma das maiores jogadoras de basquete de todos os tempos. Comandou uma geração que colocou o Brasil entre as potências do basquete feminino. Conquistou títulos inesquecíveis com a camisa amarela. 

Se colocar a bola na cesta não era uma tarefa das mais complicadas para Hortência, o mesmo não se pode dizer sobre o seu começo de carreira. Ainda menina, no interior de São Paulo, ela foi descoberta por Waldir Pagan, então técnico da seleção brasileira. Com 13 anos de idade, Hortência não tinha dinheiro, mas conseguiu um patrocínio para treinar no Centro Olímpico de São Paulo. 

Rapidamente alçou voos altos na carreira. Com apenas 17 anos, já integrava a seleção brasileira principal. Era o início de uma belíssima história com a camisa do Brasil. Pela seleção, ninguém assinalou mais pontos que Hortência. Foram 3.160 em 127 partidas. Nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983, a Rainha mostrou todo o seu poder de decisão. O Brasil perdia a decisão do bronze para o Canadá por um ponto, quando Hortência fez a cesta da vitória nos segundos finais. 

hortencia_div_cbb_690Hortência em ação durante os Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 (Foto: Divulgação/CBB)

Os anos se passaram e Hortência cada vez se entrosava mais com Paula, formando uma dupla quase infalível. No Mundial de 1990, na Malásia, a Rainha fez 256 pontos, sendo a cestinha da competição. Veio o ano seguinte e a primeira grande glória da geração de Hortência e Paula. No Pan de Havana, o Brasil conquistou o ouro com uma vitória acachapante sobre as anfitriãs cubanas na decisão: 97 a 76. Hortência jogou tanto que foi reverenciada por Fidel Castro na entrega das medalhas.

O ouro em Havana foi um prenúncio dos anos dourados que viriam na sequência para o basquete feminino do Brasil. Em 1994, a seleção não estava entre as favoritas ao título do Campeonato Mundial da Austrália. Mas o Brasil, sob o comando de Miguel Ângelo da Luz, foi superando os adversários. A poderosa equipe dos Estados Unidos não resistiu à seleção brasileira na semifinal. Hortência, Paula e Janeth lideraram a equipe no histórico triunfo por 110 a 107. Na decisão, vitória por 96 a 87 sobre a China. O Brasil estava no topo do mundo. Com 221 pontos, Hortência foi a cestinha do torneio. 

Em 1995, a Rainha decidiu abandonar as quadras para ser mãe. Mas, movida pelo sonho de jogar a Olimpíada de Atlanta, voltou ao basquete no ano seguinte para fazer parte do grupo que conquistou a primeira medalha olímpica da história da seleção feminina. O Brasil levou a prata, perdendo a decisão para os EUA (111 a 87). Era o ponto final de uma trajetória brilhante.

Hortência deixou definitivamente as quadras, mas eternizou seu nome no esporte. Além das conquistas pela seleção, obteve inúmeros títulos e recordes atuando por clubes. É dela, inclusive, a maior pontuação de uma jogadora em uma partida: 121 pontos. O feito extraordinário foi conseguido em 1991, quando a Rainha defendia o Sorocaba em jogo contra o Socorro. Em 2005, Hortência foi a primeira brasileira a entrar no Hall da Fama dos Estados Unidos.    

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010). 


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