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Memória Olímpica

Gustavo Kuerten

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Gustavo Kuerten é o responsável por uma verdadeira mania nacional em torno do tênis, que teve início na década de 90. Guga, apelido pelo qual ficou conhecido, saiu do quase completo anonimato diretamente para o topo do mundo. Até hoje, é tido como o melhor tenista sul-americano da história.

Gustavo nasceu no dia 10 de setembro de 1976, em Florianópolis, Santa Catarina. Foi iniciado no tênis pelo pai, Aldo Kuerten, que morreu quando ele ainda era menino. Aos 14 anos, Guga começou uma parceria com o treinador Larri Passos, que ditaria os rumos de sua carreira. Passou a competir entre os profissionais em 1996 e, já no ano seguinte, surpreendeu o mundo.

guga-roland-garros-texto_450A primeira conquista de Kuerten naquela temporada foi o Challenger de Curitiba, torneio da série menos expressiva do circuito mundial. Pouco depois, ele levantaria o troféu que mudou sua vida. Na manhã de 8 de junho de 1997, Guga derrotou o espanhol Sergi Bruguera, por 3 a 0, e abocanhou o lendário título do Torneio Roland Garros (uma das quatro competições mais importantes do tênis, que formam o Grand Slam). Na época, o brasileiro não estava nem entre os 50 melhores do mundo, mas foi derrubando rivais de peso, como o austríaco Thomas Muster e o russo Yevgeny Kafelnikov.

Roland Garros apresentou ao Brasil e ao mundo o tenista que viria a se tornar um grande ídolo pelo comprometimento dentro e fora de quadra. Mas a forte pressão sobre o jovem se refletiu em um ano de 1998 sem grandes títulos.

Em 1999, Guga voltou a erguer troféus importantes, como os dos Masters Series de Montecarlo e de Roma, ambos no saibro, sua especialidade. No ano seguinte, conquistou cinco títulos, entre eles o Masters Series de Hamburgo, o bicampeonato em Roland Garros e a Masters Cup de Lisboa. Este último foi o torneio que definiu o número um daquele ano. Mesmo jogando em quadra rápida, Guga bateu Pete Sampras e Andre Agassi para sagrar-se campeão e o primeiro brasileiro a terminar a temporada no topo do ranking mundial. Inclusive, Guga é o único tenista da história a ganhar estes dois ícones da modalidade no mesmo torneio.

gustavokuerten-guga-texto_450Em 2001, foram mais sete títulos, incluindo a consagração definitiva com o tricampeonato de Roland Garros. Na final, o brasileiro não deu chance ao espanhol Alex Corretja e venceu por 3 a 1, com direito a pneu (6/0) no último set. Após o jogo, desenhou um coração na quadra e deitou-se dentro dele, protagonizando uma cena muito lembrada por fãs do esporte.

Apesar da coleção de títulos importantes, Guga não conseguiu brilhar no principal evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. O tenista representou o país em duas edições, mas em nenhuma delas avançou até a disputa de medalhas. Na estreia, em Sidney-2000, venceu três partidas e chegou até as quartas de final, quando foi eliminado pelo russo Yevgeny Kafelnikov, que viria a se tornar campeão. Quatro anos depois, em Atenas-2004, Guga já não estava mais no auge da forma física, o que o levou a uma derrota logo no primeiro jogo para o chileno Nicolás Massú, que depois também conquistou o ouro no evento.

Consagrado, Guga ainda colecionou mais alguns títulos até 2004, quando começou a enfrentar diversos problemas físicos. Despediu-se das quadras em 2008, como o 11º melhor tenista da história em número de semanas (43) como número um do mundo, à frente de nomes como Ilie Nastase, Boris Becker, Mats Wilander e Thomas Muster.

Ao longo da carreira profissional, Guga sempre esteve muito ligado ao lado social do esporte. Participou de inúmeros torneios beneficentes e fez doações a diversas entidades até fundar sua própria instituição, o Instituto Guga Kuerten. E é por isso que coleciona também homenagens significativas por suas ações sociais, como o prêmio de "Jogador Humanitário" (Arthur Ashe umanitarian) de 2003, por suas ações realizadas fora da quadra. Em 2010, Guga recebeu a Cruz do Mérito Desportivo, maior condecoração concedida aos atletas brasileiros, e o troféu Philippe Chatrier, honraria máxima a um tenista, entregue pela Federação de Tênis Internacional (ITF).

 

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010), e no site guga.com.br .


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