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Memória Olímpica

Gustavo Borges

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Nadador daqueles que nunca faltaram a um treino, Gustavo Borges pode ser considerado o grande responsável por colocar a natação brasileira de volta à rota de conquistas internacionais. Detentor de quatro medalhas olímpicas na carreira, é tido como o pioneiro da era moderna da modalidade no país.

gustavo_borges_divulgacao_350_01Gustavo França Borges nasceu no dia 2 de dezembro de 1972, em Ribeirão Preto, São Paulo. Antes mesmo de completar um ano, as braçadas na piscina já começaram. A primeira medalha foi conquistada numa gincana entre escolas, aos nove anos. Representando a Escola Estadual Capitão Antônio Justino Falleiros, Gustavo ficou em terceiro lugar numa prova de 50m. A partir daí, passou a treinar para valer.

Estimulado pelas conquistas iniciais, Gustavo Borges participou de diversas competições pelo interior de São Paulo, nadando pela Associação Atlética Francana, e, em seguida, na capital defendendo o São Carlos Clube. 

Em 1990, Borges mudou-se para os Estados Unidos, onde teve a oportunidade de aprimorar a técnica e tornar-se um atleta de nível mundial. Lá, estudou na Bolles School, em Jacksonville, na Flórida, indicada pela nadadora Maria Lenk. Neste ano, conquistou a medalha de bronze no US Open, deixando para trás o recordista mundial dos 100m estilo livre, Matt Biondi, medalha de ouro na Olimpíada de Seul em 1988. 

Mas as maiores façanhas começaram em 1991, quando ganhou cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Havana, duas delas de ouro. Em fevereiro de 1992, Gustavo disputou o Big Ten, referente à Conferência dos Melhores Nadadores da Região Norte dos Estados Unidos. Venceu seis das sete provas que disputou e ainda conquistou a medalha de prata na sétima disputa.

Com isso, a natação brasileira passou a ter reais chances de uma medalha nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Aos 19 anos, Gustavo chegou à Espanha com grande responsabilidade. Mas acabou sofrendo mais fora d’água do que dentro. Levou a prata na prova dos 100m livre, mas antes viu o placar eletrônico não registrar seu tempo. Depois colocá-lo em último lugar, em seguida em quarto e só 10 minutos depois anunciá-lo como vice-campeão.

gustavo-borges-facebook-texto_450_450_01Em 1993, bateu três recordes mundiais, todos em piscina curta (25m): 100m nado livre (47s94) e duas vezes no revezamento 4x100m livre (3min13s97 e 3min12s11, ao lado de Fernando Scherer, Teófilo Ferreira, José Carlos Souza Jr).

Um ano depois, tornou-se o maior pontuador individual do NCAA, com 57 pontos, o que lhe valeu o título de nadador do ano. No Campeonato Mundial de Roma, conquistou duas medalhas de bronze: nos 100m livre e no revezamento 4x100m livre. Nesta última prova, Gustavo foi decisivo. Pulou na água com o Brasil em quinto lugar e bateu na borda em terceiro lugar, feito que lhe renderia o apelido de Mr. Relay (Senhor Revezamento, em português).

O ano de 1995 foi o mais prodigioso na carreira de Gustavo Borges em termos numéricos. Nas sete competições importantes de que participou, conseguiu 31 medalhas (19 ouros, 11 pratas e um bronze). No Pan de Mar Del Plata, na Argentina, foram cinco pódios, com dois recordes.

Nos Jogos de Atlanta, em 1996, Gustavo Borges tornou-se o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em Olimpíadas, feito igualado pelo iatista Torben Grael, na mesma edição.  O nadador conquistou mais uma medalha de prata, dessa vez nos 200m livres, e ainda faturou um bronze na prova dos 100m. 

Já nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, Gustavo fez novamente história com a equipe do revezamento. O quarteto formado por Alexandre Massura, Marcelo Tomazini, Fernando Scherer e Gustavo Borges ganhou, pela primeira vez na história do Pan, a medalha de ouro no 4x100m medley. Nesta edição, Gustavo se juntou aos mesatenistas Hugo Hoyama e Cláudio Kano como os brasileiros que mais ganharam medalhas de ouro na história do evento, com sete, cada um (recorde batido mais tarde por Thiago Pereira).

Gustavo chegou à Olimpíada de Sidney, em 2000, sem o mesmo ritmo. Apesar disso, ainda subiu uma última vez ao pódio. Ao lado de Edvaldo Valério, Carlos Jayme e Fernando Scherer, ganhou o bronze no revezamento 4x100m livre, perdendo apenas para EUA e Austrália.

 

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 Equipe comemora bronze no pódio do Jogos de Sidney

 

No Pan de Santo Domingo, em 2003, ajudou mais uma vez o revezamento 4x100 m medley a chegar ao pódio, em segundo lugar. No ano seguinte, encerrou sua carreira oficialmente na piscina de Atenas, durante sua quarta participação em Jogos Olímpicos.

Além das medalhas, recebeu reconhecimento de outras formas. Foi apontado como um dos 25 melhores nadadores do mundo na década de 90, segundo estatística feita pela revista The World of Swimming, publicada pela Federação Internacional de Natação Amadora (Fina). Em 2012, entrou definitivamente para o Hall da Fama da natação internacional, localizado em Fourt Fort Lauderdale, nos Estados Unidos.

Após a aposentadoria, Gustavo Borges tornou-se empresário e ainda realizou vários projetos sociais, como o Nadando com Gustavo Borges. Além disso, desenvolveu um método para ensino de natação, que já conta com mais de 30 mil alunos em 200 academias, clubes e escolas espalhados pelo Brasil.

Fotos: Divulgação

 

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010), e no site gustavoborges.com.br 


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