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Memória Olímpica

Fofão

02_04_fofao_capa_interna_680Arte: Paula Sattamini

Uma carreira de glórias. A trajetória da levantadora Hélia Souza, a Fofão, foi marcada por momentos inesquecíveis. A jogadora participou da primeira geração que colocou o vôlei feminino do país entre os melhores do mundo. Disputou cinco edições de Jogos Olímpicos. Depois de dois bronzes – Atlanta 1996 e Sidney 2000 – Fofão conseguiu o sonhado ouro em sua despedida da seleção brasileira, nos Jogos de Pequim, 2008

Antes de assumir a titularidade da equipe nacional, Fofão ficou durante muitos anos como reserva de Fernanda Venturini. As duas são consideradas as melhores levantadoras da história do país. Convocada pela primeira vez em 1991, aos 21 anos, Fofão esteve nos Jogos de Barcelona 1992 e Atlanta 1996, quando o Brasil chegou ao bronze, a primeira medalha da seleção feminina em Jogos Olímpicos. Em 1998, quando Venturini optou por deixar a seleção, ela finalmente virou a titular.

Comandou o Brasil no título do Grand Prix daquele ano. Nos Jogos de Sidney 2000, conquistou mais uma medalha de bronze. Com a volta de Venturini, em 2003, Fofão voltou à condição de reserva. Em Atenas 2004, a seleção perdeu de forma incrível a semifinal para a Rússia, após estar vencendo por 2 a 1 e por 24/19 no quarto set. A derrota abalou o grupo, que não se recuperou a tempo para a disputa de bronze com Cuba. O Brasil acabou a Olimpíada em quarto lugar e Fofão decidiu que aquele era o momento de se aposentar da seleção.

A levantadora continuou atuando por clubes. Em 2006, após pedido do técnico José Roberto Guimarães, ela voltou a vestir a camisa amarela. A equipe ainda se recuperava do trauma de Atenas e passava por uma reformulação. Algumas jogadoras veteranas não estavam mais no plantel, que contava com jovens talentos. O time brasileiro fez um ótimo Mundial em 2006, perdendo a final para a Rússia por 3 a 2, em jogo muito equilibrado.

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Com Fofão liderando as jovens atletas dentro de quadra, a equipe cresceu. O Brasil chegou aos Jogos de Pequim 2008 como candidato ao pódio. A campanha na China foi perfeita: oito vitórias em oito jogos. Na decisão, um 3 a 1 incontestável sobre os Estados Unidos. Era a senha para a comemoração e o desabafo. O trauma de Atenas ficava para trás. Aos 38 anos, Fofão coroava a sua brilhante carreira na seleção com um ouro olímpico. 

Depois de Pequim, ela seguiu em ação pelos clubes. Deixou as quadras em 2015, aos 45 anos, logo após conquistar o título da Superliga com o Rio de Janeiro. Saiu de cena a atleta, mas ficou um enorme legado para o vôlei brasileiro. Se a seleção é essa potência de hoje, muito se deve ao talento de Fofão.

Texto baseado no livro "Heróis do Esporte Brasileiro", do autor Eduardo Costela (Editora Europa, 2010).


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