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Memória Olímpica

Fabiana Murer

12_05_fabiana-murer_capa_interna_1_680Arte: Paula Sattamini

É de Fabiana Murer o único ouro do atletismo brasileiro em Campeonatos Mundiais de pista aberta. A façanha ocorreu em 2011, na competição disputada em Daegu, na Coreia do Sul. A atleta é o grande nome da história do salto com vara brasileiro e, aos 35 anos, se prepara para disputar pela terceira vez os Jogos Olímpicos.

A história de Fabiana Murer é recheada de conquistas. A brasileira conseguiu o seu primeiro grande feito em 2007, quando foi ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Os bons resultados alçaram Fabiana ao topo do mundo. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a brasileira era uma das grandes candidatas ao pódio no salto com vara. Porém, um problema da organização do evento tirou Fabiana da disputa. Durante a final, a paulista de Campinas notou o sumiço de uma das suas varas. O sonho da medalha acabou ali. Atordoada com a falha dos organizadores, a brasileira não conseguiu competir bem e ficou fora do pódio. 

Em 2010, a redenção de Fabiana Murer veio no Mundial Indoor, no Catar. Desta vez não teve sumiço de vara e o ouro premiou a regularidade da atleta. A unificação dos títulos mundiais aconteceu no ano seguinte, em Daegu. Na pista aberta, Fabiana mostrou que estava em grande nível e conseguiu uma medalha de ouro histórica. O atletismo brasileiro, de campeões olímpicos como Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz e Maurren Maggi, finalmente chegava ao topo do pódio em Mundiais de pista aberta. 

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O título mundial de 2011 encheu Fabiana de expectativa para os Jogos de Londres, em 2012. Mas novamente a atleta não teve sorte em uma edição olímpica. Ainda na fase classificatória, a brasileira não conseguiu saltar bem e desistiu da última tentativa por conta do vento, o que gerou muitas críticas da torcida e da imprensa. 

A recuperação de Fabiana Murer outra vez foi em um Campeonato Mundial. Em 2015, ela voltou ao Ninho do Pássaro, em Pequim, palco da experiência traumática dos Jogos de 2008. Só que desta vez, seu desempenho foi impecável. Fabiana igualou a melhor marca de sua carreira, 4,85m, e conquistou a medalha de prata. Os Jogos do Rio provavelmente serão os últimos da saltadora. Fabiana vai tentar se despedir com a medalha que ainda falta ao seu currículo. Mas, mesmo se não vier o pódio, ela já merece ser reverenciada por tudo que fez pelo atletismo brasileiro. 

Foto: Divulgação


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