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Memória Olímpica

Claudinei, Vicente, André e Edson 4x100m - Sidney 2000

Pódio muito especial

Equipe emociona nação com a prata nos Jogos de Sidney

O revezamento 4x100 m do Brasil ganhou a medalha de prata na Olimpíada de Sidney, em 2000, na Austrália, e o gosto que deixou no ar foi de um gol decisivo numa Copa do Mundo de Futebol. Claudinei Quirino, Vicente Lenílson, André Domingos e Edson Luciano Ribeiro subiram ao pódio de uma maneira muito especial, nos Jogos em que os brasileiros não conseguiram ouro em nenhuma modalidade.

Para chegar à excepcional conquista, os medalhistas de bronze em Atlanta, em 1996, André Domingos e Edson Ribeiro ganharam a companhia de Claudinei Quirino e Vicente Lenilson de Lima.

Claudinei, paulista de Lençóis Paulista, teve de superar enormes dificuldades na vida e ganhou destaque no grupo de elite dos atletas mais velozes do País. Construiu carreira sólida, com a conquista de medalha olímpica e pódios em Campeonatos Mundiais, Jogos Pan-Americanos e no IAAF Grand Prix. Criado num orfanato, só começou a competir aos 21 anos. Tinha 29 quando chegou à melhor fase da carreira.

Em Sidney, Claudinei foi 6º nos 200 m (20.28), mas teve desempenho fundamental na conquista da principal medalha brasileira na Austrália, a de prata no 4x100 m. Fechou o revezamento em 37.90, recorde sul-americano (Cláudio Roberto Souza correu a semifinal). Os EUA ganharam o ouro (37.61) e Cuba, o bronze (38.04). Os EUA precisaram cravar o melhor tempo do ano para vencer o Brasil.

Claudinei definiu com emoção: “Superamos todos os nossos limites, corremos com o coração”. Foi peça fundamental no 4x100 m do Brasil várias vezes. Os colegas de time diziam que ele “passava por cima do adversário” para fechar o revezamento.

O melhor ano de sua carreira foi 1999. No Mundial de Sevilha, em agosto, ganhou prata nos 200 m, atrás apenas do americano Maurice Greene. Em 12 de setembro, deu o troco: derrotou Greene no IAAF Grand Prix Final, em Munique (ALE), com 19.89, título nos 200 m e recorde sul-americano na época. 

Na mesma temporada, Claudinei foi o maior destaque da seleção nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, com ouro nos 200 m e no 4x100 m, prata no 4x400 m e bronze nos 100 m.

Nei, como é conhecido, viveu num orfanato em Pirajuí até os 15 anos. De volta a Lençóis Paulista, arrumou emprego de balconista na lanchonete de um posto de gasolina, onde conheceu Tião, frentista que fazia atletismo e o iniciou na modalidade.

Já Vicente Lenilson é o elo entre três talentosas gerações de velocistas brasileiros e dono de duas medalhas de prata de grande importância para o atletismo. O potiguar competiu com Robson Caetano, no Mundial de Atenas em 1997. Era o titular da equipe medalhista olímpica em Sydney. E no PAN 2007, no Rio de Janeiro, foi campeão dessa vez com um time renovado, com Rafael Ribeiro, Basílio de Moraes e Sandro Vianna. 

Potiguar de Currais Novos, Vicente nasceu em 4 de junho de 1977. O técnico Zezinho Figueiredo reconheceu seu potencial para a velocidade. O desenvolvimento de Lenilson foi bem rápido. Aos 20 anos já estava na seleção brasileira como reserva do 4x100 m no Mundial de Atenas, em 1997. Ganhou a posição de titular com a contusão de André Domingos. O quarteto foi finalista e terminou na 6ª colocação, com 38.48. A seu lado, Claudinei Quirino, Robson Caetano e Edson Luciano. Desde então, o pequeno Lenilson passou a ter a preferência como primeiro homem, por sua boa largada.

Já o piauiense de Teresina, Claudio Roberto Souza mudou-se para São Paulo logo no início de sua carreira. Velocista, não demorou muito para obter um lugar entre os melhores corredores do País. Em meados da década de 90, numa época de bons corredores de 100 m e de 200 m, várias vezes alcançou a qualificação para os principais certames internacionais.

No ano 2000, integrou a equipe nacional do revezamento 4x100 m, nos Jogos Olímpicos de Sidney. Disputou a semifinal e ajudou na classificação do quarteto que, na final, conquistou a medalha de prata. Foi titular no ano seguinte, quando o 4x100 m foi finalista no Mundial de Edmonton. Em 2003, em Paris, foi o responsável por fechar a corrida da equipe, que conquistou o vice-campeonato mundial da prova.

Titular do 4x100 m da seleção por mais de uma década, André Domingos escreveu seu nome na história do revezamento nacional. Como integrante do quarteto que disputa a prova em equipe mais rápida do atletismo tem duas medalhas olímpicas: a de prata, ganha em Sidney, e a de bronze, em Atlanta.

Edson Luciano, contemporâneo de André, construiu a carreira no atletismo como um integrante do jogo de equipe, com extremo vigor físico para correr em curvas, o que foi determinante para essa geração vencedora. 

Como segundo homem, às vezes terceiro, do revezamento, sempre foi um gigante, e não apenas por sua altura (1,90 m e 90 kg). Falou com muita emoção da prata de 2000: “Vão passar 50 anos e vou lembrar do que aconteceu em Sidney. Fomos bem na preliminar, melhor na semifinal e na final subimos no pódio.” E com recorde sul-americano que persiste até hoje, às vésperas dos Jogos de Londres (37.90).

Texto: CBAT


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