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Memória Olímpica

Aldo Miccolis

Visão, ambição e muita luta

Uma das pedras fundamentais do movimento paralímpico brasileiro

Aldo Miccolis é considerado o patrono do esporte paralímpico brasileiro. Ele nunca participou de disputou competições esportivas, mas a premiação que colocou no peito foi muito maior do que a vitória em uma prova: era a Medalha Nacional do Mérito Esportivo, outorgada pelo ex-presidente José Sarney.

aldo_miccolis-perfil-texto_300Ao longo de 50 anos, o carioca dedicou seu esforço a incentivar a prática de atividades esportivas por pessoas com limitações congênitas, físicas e sensoriais. Por conta do seu trabalho, é conhecido no movimento paralímpico como "A Lenda".

Descendente de italianos e gregos, Aldo nasceu em 28 de agosto de 1931, no Rio de Janeiro. Embora não seja um deficiente físico, Aldo compartilhou as dificuldades rotineiras deste grupo ao se casar com a cantora Mariúza Fiúza Miccolis, uma cadeirante. Já o envolvimento direto com os esportes adaptados começou em 1958, quando tinha 26 anos e era preparador físico do Exército. 

Em abril daquele ano, Aldo foi convidado pelo amigo e cadeirante Robson Sampaio de Almeida para trabalhar no recém-fundado “Clube do Otimismo”. Robson conheceu o esporte paralímpico enquanto fazia tratamento hospitalar nos Estados Unidos e teve a oportunidade de presenciar o basquete em cadeiras de rodas. Depois disso, resolveu trazer a prática para o Brasil e fundou a associação no Rio.

Assim, foram formadas as primeiras equipes de basquetebol em cadeiras de rodas no Brasil. Os primeiros passos do esporte paralímpico começavam ali e, poucos anos depois, o país já mandava representantes para competições internacionais como os Jogos Pan-americanos em Cadeira de Rodas e os Jogos Paralímpicos.

Em 1975, Aldo participou diretamente da criação Associação Nacional de Desporto de Excepcionais, atual Associação Nacional de Desporto de Deficientes (ANDE). Na época, a entidade pretendia agregar os esportes praticados por atletas com qualquer tipo de deficiência. Era um embrião do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que só seria fundado em 1995 e para o qual Aldo Miccolis foi eleito presidente de honra.

aldo-miccolis-pan-texto_400Dentre outros feitos, Aldo Miccolis integrou a delegação brasileira nas Paralímpíadas de Pequim e atuou como presidente da ANDE por 25 anos, vice-presidente do CPB, presidente de honra da Associação Brasileira de Esportes para Cegos e membro do Comitê Executivo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) nas Américas.

Em 2008, a família a realizar um sonho que daria continuidade a seu trabalhar: criar o Instituto Aldo Miccolis. Até hoje a associação civil e sem fins lucrativos tem como principal missão promover e apoiar ações que visem a melhoria de vida da pessoa com deficiência.

Aldo dedicou seus últimos anos de vida à tentativa de abrir um memorial paralímpico, na antiga sede do Clube do Otimismo, no bairro do Méier. Ele possuía uma vasta coleção de medalhas, troféus, uniformes, recortes de jornais, fotografias, quadros de artistas plásticos, bandeiras, flâmulas, equipamentos, esculturas e entre outras peças que contam a história paralímpica brasileira.

Apesar de ter lutado contra um câncer nos últimos 15 anos de vida, Aldo morreu por consequência de um enfarte, aos 78 anos, em dezembro de 2009. Atualmente, o CPB oferece todos os anos o Troféu Aldo Miccolis durante o Prêmio Paralímpicos para o pessoas que dedicaram sua vida ao movimento paralímpico.

 

Fonte: Instituto Aldo Miccolis


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