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Memória Olímpica

Adhemar Ferreira da Silva

adhemar_ferreira_da_silva_345Máquina de recordes

Eclético, surpreendeu o mundo e transformou-se no maior atleta olímpico da história do Brasil

Primeiro sul-americano bicampeão olímpico em eventos individuais. Recordista mundial cinco vezes. Tricampeão dos Jogos Pan-Americanos. Primeiro atleta a quebrar a barreira dos 16 metros. Estas são apenas algumas das conquistas que credenciam o paulistano Adhemar Ferreira da Silva ao posto de maior nome da história olímpica do esporte brasileiro.

Homem diferenciado dentro e fora das pistas, Adhemar Ferreira da Silva era poliglota, formado em Direito, Belas Artes, Relações Públicas e Educação Física. Também foi comentarista esportivo, adido cultural do Brasil na Nigéria e participou do filme Orfeu Negro – do diretor francês Michel Camus, baseado em peça de Vinícius de Moraes –, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, em 1959.

Foi nos estádios, porém, que ele alcançou as maiores glórias de sua vida, sempre mostrando estilo elegante e altivo ao saltar. As maiores delas, inesquecíveis, as duas medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Olímpicos de Helsinque (Finlândia), em 1952, e de Melbourne (Austrália), em 1956. Na primeira, após quebrar duas vezes o recorde mundial, ao saltar 16,12 m e depois 16,22 m, inventou a “volta olímpica” ao correr os 400 metros da pista para agradecer os aplausos.

Na cidade australiana, subiu novamente ao topo do pódio, com 16,35 m, recorde olímpico. Esta marca agregou à sua vitoriosa carreira o carinhoso apelido de “Canguru Brasileiro”. A despedida olímpica de Adhemar aconteceu com um salto de 15,07 m, nos Jogos de Roma (Itália), em 1960, já com 33 anos. 

Embora as medalhas de ouro olímpicas representem o ápice, Adhemar teve algumas de suas melhores performances em Jogos Pan-Americanos. Foi tricampeão em Buenos Aires (Argentina) 1951, Cidade do México 1955 e Chicago (EUA) 1959. Se tornou o primeiro atleta do Brasil a conquistar tal proeza, feito que custou 40 anos para ser igualado. No PAN da Cidade do México, fez a melhor marca de sua vida (16,56 m) e pela quinta vez estabeleceu o recorde mundial. 

A carreira de Adhemar teve início quase por acaso, determinada exclusivamente por seu talento natural para as provas de salto. Aos 18 anos, após receber algumas explicações básicas, saltou 12,90 m e impressionou o universo do atletismo brasileiro, principalmente o técnico Dietrich Gerner, do São Paulo FC, que o convidou para defender o Tricolor.

Em dezembro de 1950, em São Paulo, Adhemar cravou seu nome de vez na história do salto triplo. Marcou 16,00 m e igualou o recorde mundial do japonês Naoto Tajima, que vigorava desde 1936. Em novembro de 1951, um dia após completar 24 anos, conseguiu a marca de 16,01 m, na pista do Fluminense, no Rio de Janeiro.

Adhemar Ferreira da Silva morreu no Hospital Santa Isabel, em São Paulo, em 12 de janeiro de 2001, aos 73 anos (nasceu em 29 de setembro de 1927). Mas não sem antes receber a Ordem do Mérito Olímpico – principal condecoração oferecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) – e inúmeros títulos honoríficos em países como Finlândia, Japão, Austrália, além de entrar para o “Hall of Fame”.

Texto: CBAT / Foto: Getty Images


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