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Memória Olímpica

Chama Olímpica

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Foto: Yannis Behrakis/Pool/AFP

Conduzida por atletas, personalidades e cidadãos nem tão famosos de diferentes países, durante sua viagem, desde o acendimento em Olímpia, na Grécia, até as cerimônias de abertura nas cidades-sede, a Chama Olímpica simboliza o valor da Amizade entre os povos.

Ela também remonta aos Jogos Olímpicos da Antiguidade, nos quais se mantinha aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições em Olímpia - em uma representação da lenda de Prometeu, que teria roubado o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens.

Na Era Moderna, a Chama ressurgiu em Amsterdã 1928, quando, no dia 28 de julho, um funcionário da empresa de eletricidade local acendeu a primeira pira olímpica, na torre chamada Marathontower, projetada pelo arquiteto Jan Wils para o estádio olímpico.

A ideia pegou e, quatro anos mais tarde, nos Jogos de Los Angeles, uma pira voltou a ser acesa. Foi, porém, em Berlim 1936, que se concebeu a cerimônia do transporte da Chama Olímpica desde o antigo local de realização dos Jogos, em Olímpia, até o estádio onde se realizavam os Jogos. Mais de 3000 atletas participaram do revezamento, desde a Grécia até a Alemanha. Quando o corredor Fritz Schilgen acendeu a pira na Cerimônia de Abertura, no dia 1º de agosto, estava criada a tradição do revezamento da Tocha, que segue ininterrupta.

Nos Jogos Olímpicos de Inverno, piras foram acesas em Garmisch-Partenkirchen 1936 e Saint Moritz 1948. O primeiro revezamento em Jogos de Invernos foi realizado para Oslo 1952, quando o fogo, em vez de ser ateado em Olímpia, foi aceso em Morgedal, na Noruega, na lareira da casa do atleta pioneiro no esqui, Sondre Norheim.

Como um  dos  mais  conhecidos elementos dos Jogos Olímpicos, a trajetória da Chama segue um ritual bem delimitado pelo Comitê Olímpico Internacional:

Em memória das antigas origens dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a chama é acesa pelos raios do sol, por meio de um jogo de espelhos, em Olímpia, meses antes da abertura dos Jogos, de acordo com o cronograma previsto para sua viagem.

Para cada edição, é criada uma nova tocha, que recebe a Chama Olímpica e passa de corredor para corredor sem que possa ser extinta (um recipiente contendo outra Chama, acesa dias antes, com o mesmo ritual, acompanha o revezamento, para o caso acidental da tocha principal se apagar). Levada desde Olímpia até a cidade anfitriã dos Jogos, a Chama atravessa diversas regiões, como um anúncio da celebração do esporte que está pra acontecer.

Tornou-se tradição que o último dos portadores da Chama, aquele que acende a pira no estádio olímpico, fosse um atleta (o primeiro deles foi o campeão Olímpico Paavo Nurmi em 1952) ou cidadão que represente os ideais olímpicos (como o corredor japonês Yoshinori Sakai, que nasceu em Hiroshima, às 8h16 do dia 6 de agosto de 1945, exatamente quando explodiu a bomba nuclear que destruiu aquela cidade. Ele simbolizou, nos Jogos de Tóquio 1964, o renascimento do Japão após a II Guerra Mundial).

A tocha dos Jogos Rio 2016 foi acesa no dia 21 de abril, na cidade de Olímpia, na Grécia.

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