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Terezinha Guilhermina (Atletismo Paralímpico)

14/04/2015
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Por Fernando Hawad, com edição de Katryn Dias

Natural de Betim (MG), Terezinha Guilhermina nasceu com retinose pigmentar, doença que provoca a perda gradual da visão. De uma família humilde, com doze irmãos, ela encontrou no atletismo o alicerce para superar as dificuldades da vida. Começou a correr e não parou mais. 

Quando ganhou o seu primeiro prêmio em uma corrida, usou o dinheiro para realizar um sonho de infância: comprar um iogurte. Com o passar dos anos, aquele iogurte ficou ainda mais saboroso. Terezinha se transformou em um dos maiores nomes do esporte paralímpico brasileiro. Com seis medalhas paralímpicas no currículo, ela se tornou a atleta mais veloz do mundo na sua categoria. Exemplo de humildade, simpatia e perseverança, Terezinha se prepara para a sua quarta participação em Jogos Paralímpicos. 

 

01_200_24Esporte Essencial: Para começar, conte um pouco da sua iniciação no esporte.

Terezinha Guilhermina: Eu comecei no esporte depois de ter concluído o segundo grau técnico em Administração. Ia ter um projeto de atletismo para pessoas com deficiência na cidade de Betim, em Minas Gerais, onde eu morava. Na época, me inscrevi para natação porque eu tinha maiô e não tinha tênis para o atletismo. Voltei para casa um pouco frustrada, porque já tinha participado de um projeto para natação quando tinha cerca de 14 anos. Mas nadar sempre é um pouco mais complicado, você precisa de um lugar bem específico, que é a piscina. Já correr, eu imaginava que poderia fazer em qualquer lugar. Contei essa situação para a minha irmã, que era empregada doméstica, e ela me deu o único tênis que tinha. No dia seguinte, já me inscrevi para a aula de atletismo. 

O técnico me levou de carro para o treino. Era uma distância de 5 km e ele disse: “O dia que estiver correndo até aqui, você vai estar bem”. Comecei a treinar e passei a ter muitas dores na canela, porque fazia sempre mais do que o técnico mandava. 

02_200_25No atletismo, achava que tinha encontrado uma coisa para fazer que as portas do preconceito não conseguiriam fechar. Passei a treinar mais acreditando que aquilo podia mudar a minha história. Eu falava que queria ser a melhor do mundo. Foi quando participei de uma corrida de rua, de 5 km, que na época tinha um prêmio de 100 reais para o primeiro, 80 para o segundo, 60 para terceiro. Eu ganhei o prêmio de 80 reais e me senti milionária. Nunca tinha visto tanto dinheiro. Sou de uma família bem humilde. Com esse dinheiro, comprei um iogurte, que era o que eu sempre quis tomar. Sou de uma família de doze irmãos, meu pai era faxineiro e minha mãe empregada doméstica. Éramos bem simples mesmo, não tinha iogurte e nem comidas diferentes em casa. Carne, por exemplo, só comíamos uma vez por semana e sempre era um pedaço de frango. Por isso, quando era criança, criei essa fantasia de tomar iogurte. Quando comprei o iogurte, descobri que poderia realizar todos os meus sonhos através do esporte. E comecei a acreditar cada vez mais. Comecei a treinar com o pessoal da Adevibel (Associação dos Deficientes Visuais de Belo Horizonte) e fui para a minha primeira competição em Santa Catarina. Eu nunca tinha saído de Minas. Naquela época, corria na rua, provas de até 21 km, e passei a correr na pista também, os 100, 200 e 400m. Fui convocada para o Pan-Americano em 2001, na Carolina do Norte e viajei pela primeira vez para fora do Brasil. Entrei na seleção e não saí mais.

03_200_21EE: Na época que você estava começando, o esporte paralímpico ainda não tinha a visibilidade que tem hoje. Como era a estrutura para os atletas?

TG: Na primeira competição paralímpica que participei, eu dormi no chão. No lugar de comida, os atletas só lanchavam. Não tinha estrutura, não havia cozinheiro. É impossível comparar o que temos hoje com aquela época. O Circuito Caixa, por exemplo, são três etapas certas por ano. Naquela época, as competições às vezes eram canceladas em cima da hora. Muitas vezes eu me preparava, treinava e quando chegava no local, não ia ter mais competição. Isso desmotivava muito. Hoje, graças a Deus, não tem mais acontecido.

04_200_24EE: Quais as principais mudanças daquele tempo para agora?

TG: Hoje temos um Circuito Nacional e um Regional, patrocinado pela Caixa, para atletas que estão iniciando. São competições que já sabemos o calendário com antecedência. Em termos de patrocínio, também melhorou muito, temos o apoio do Governo Federal com o Bolsa Pódio. Eu tenho, por exemplo, patrocínio da Caixa e da Visa. Criaram o programa chamado Time São Paulo, que reúne os melhores atletas do Brasil. Com certeza, hoje, tenho condições de ser uma atleta que vive especificamente do esporte. A estrutura financeira e física para treinar são muito melhores, assim como a visibilidade. A mídia tem permitido que muitos atletas paralímpicos apareçam mais, o que proporciona uma quebra de preconceito e gera mais adeptos e apoiadores para o movimento. Isso faz toda diferença lá na frente.

EE: Como é a sua situação financeira hoje? O esporte te proporcionou uma vida com conforto?

TG: Sim, hoje tenho condições de viver do esporte e ter tudo que preciso para ser uma atleta campeã. Tenho os patrocinadores, um nutricionista que me acompanha, um fisioterapeuta e toda uma estrutura em volta.

 

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Terezinha exibe orgulhosa a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Londres

 

 

EE: Você sente o efeito da visibilidade que o esporte paralímpico ganhou nos últimos anos no dia a dia? As pessoas já te reconhecem na rua?

05_200_20TG: Sem dúvida. O reconhecimento aumentou muito. Às vezes as pessoas me olham na rua e sabem que me conhecem, mas não têm certeza de quem sou. Mas, quando estou vestida de atleta, na maioria dos lugares as pessoas me reconhecem, querem tirar fotos comigo. Apesar disso, acho que o retorno maior é com os atletas jovens. Por causa da visibilidade que começamos a ter, muitos atletas jovens surgiram em todos os esportes paralímpicos. Hoje nós temos uma Paralimpíada Escolar com mais de mil atletas com menos de 18 anos. Atletas em diferentes modalidades e com diferentes deficiências. Isso deixa um legado e a certeza de que o Brasil é um país que terá um futuro paralímpico forte e consolidado. Mas sem a ajuda da mídia, isso jamais teria acontecido. Vale a pena ser atleta paralímpica. Valeu a pena passar por todas as privações no início da carreira para chegar hoje e fazer parte desse sucesso, dessa história que ficou gigante.

EE: Quando a mídia começou a dar esse reconhecimento que vocês tanto merecem, alguns atletas comentavam que o foco estava muito na questão da superação e não nos resultados e marcas. Você acredita que o foco mudou atualmente? A mídia já olha para vocês como atletas que estão lá para buscar medalhas, conseguir marcas e não apenas na questão da superação?

06_200_16TG: Hoje, acredito que já tenha mudado bastante a mentalidade da mídia e da população. Essa mentalidade de super-herói ficou mais acentuada, agora com outro enfoque. Acho que exagerou para o outro extremo. “Vocês são tão bons que superariam os convencionais”. Lembro que no ano passado, participei de uma reportagem e, depois, nos comentários, havia gente falando que eu devia compor o revezamento olímpico do Brasil. São coisas muito diferentes. Quem vê de fora, às vezes não consegue entender as especificidades do esporte paralímpico. Nós temos várias provas de 100m por causa das classes de deficiência. Tem a deficiência física, intelectual, visual. São diferentes deficiências e, por isso, várias provas de 100m. Na Olimpíada só tem uma. Essas especificidades que ainda não conseguimos apresentar, talvez por ainda não ter o espaço que poderíamos ter na mídia. A população não entende isso. Acha que somos super-heróis e, às vezes, critica o atleta olímpico que é tão atleta, tão brasileiro e tão vencedor quanto nós.

07_200_21EE: Sua primeira Paralimpíada foi em Atenas 2004. E logo na estreia você conseguiu a sua primeira medalha, o bronze nos 400m. Conte como foi aquele momento de estar pela primeira vez entre os melhores do mundo.

TG: Foi uma emoção singular. Eu não tinha a noção da dimensão de uma Paralimpíada. Só de estar lá já era completamente diferente de todas as competições que já tinha participado. O nível de cobrança é muito maior, o nível dos atletas, também. Ter ficado entre as três do mundo ali foi um presente. Eu digo que a minha medalha em Atenas veio em formato de uma chave, abriu muitas outras portas para mim. Na sequência, consegui ser patrocinada pela Caixa e comecei a entender um pouco mais uma série de coisas. Voltei a correr provas de velocidade. Em Atenas eu corri 400, 800 e 1500m. Na época, treinava para correr provas de rua para ganhar dinheiro, porque não tinha como ganhar dinheiro na pista. A partir de 2005, voltei para as provas mais rápidas, passando a correr os 100, 200 e 400m. Foi quando quebrei o recorde mundial nas três provas.

EE: Na época em que o esporte paralímpico estava engatinhando no Brasil, tivemos alguns atletas que deram o pontapé inicial. No atletismo, o principal ícone foi a Ádria dos Santos, que conquistou inúmeras medalhas em Jogos Paralímpicos. Ela é uma referência para você?

TG: Sem dúvida. A Ádria e o Clodoaldo, na natação, foram os dois protagonistas do início deste movimento paralímpico. Em Atenas, os dois foram os atletas que tiveram maior visibilidade. A Ádria já era medalhista, mas ainda não havia cobertura da mídia. Com certeza ela é uma grande referência do esporte paralímpico, assim como o Clodoaldo.

08_200_21EE: Das suas seis medalhas em Jogos Paralímpicos (três ouros, uma prata e dois bronzes), dá para destacar alguma como a mais especial?

TG: Sem dúvida foi a medalha dos 100m em Londres. Por dois motivos. Primeiro porque o Guilherme, meu guia, na noite anterior tinha caído e se machucado na final dos 400. Nós vivemos a dor na noite anterior e a alegria no dia seguinte. O outro motivo foi por ter quebrado o recorde mundial da prova e ter ido para o Guinness Book como atleta cega mais rápida do mundo. Foi um reconhecimento com bastante significado para mim, porque desde o início da minha carreira eu sonhava em ser a melhor do mundo. Entrar no Guinness Book sem dúvida consolidou essa realidade.

EE: Já que você citou o Guilherme Santana, seu guia, fale um pouco sobre a relação de vocês, corredores, com os guias, que muitas vezes passam despercebidos. Como é feito esse trabalho?

09_200_09TG: Desde que comecei a correr com guia, sempre fiz esforço para chamar atenção para o trabalho deles. Sempre dei algumas das minhas medalhas no pódio para o guia. A partir do Pan de Guadalajara, em 2011, o guia passou também a receber medalha. Mas até aquele momento, os guias só recebiam a medalha que eu dava quando ganhava mais de uma nas competições. 

Na vida do atleta, a função do guia é similar a de um piloto de Fórmula 1. Precisa ter um bom piloto para levar o carro no seu máximo. E o carro precisa ser bom para ser melhor que todos. Então, quando você tem o melhor piloto e o melhor carro, você tem o campeão. Assim também é na relação entre atleta e guia. Para um atleta cego, o atletismo não é um esporte individual, é coletivo. Nós somos um time e conquistamos 100% da medalha juntos. Sem treino, sem respeito e sem a valorização de ambas as partes, isso não aconteceria. 

terezinha-guilherme-comemorao-cpb_445EE: Você está com o Guilherme há quanto tempo?

TG: Desde 2010. Juntos, já quebramos seis recordes mundiais.

EE: Nessa prova que você citou, os 400m em Londres, depois que o Guilherme caiu pista, ele se levantou e vocês completaram a prova com o Estádio Olímpico inteiro aplaudindo. Apesar do momento difícil, foi uma emoção especial ali?

TG: Foi um momento extremamente tenso. Antes da prova, falei com o Guilherme: “Quero a medalha de ouro nos 400. Quando estiver faltando 120 metros, você me avisa, porque vou ampliar a passada e vamos correr mais forte nos últimos 100. Vamos fazer o que for necessário para conseguir essa medalha”. Só que faltando 150 metros ele começou a sentir e começamos a descoordenar. Quando ele falou 120, eu fui e ele ficou. Nós perdemos completamente a coordenação e, de repente, ele soltou a cordinha. Estava muito barulho no estádio. Se continuasse os últimos metros, conseguiria correr em linha reta, mas como eu já vinha de uma prova, não ia dar conta. Então eu voltei e me joguei no chão também. Naquele momento passou muita coisa na minha cabeça, menos que aquilo estava acontecendo comigo em uma final de Paralimpíada. Mas levantei, chamei o Guilherme e nós completamos a prova. Eu estava preocupada, porque ele realmente estava muito abatido. Como já disse, nós somos um time. Para mim, não valeria a pena perder um guia e ganhar uma medalha. No dia seguinte, continuei com o guia e ganhei a medalha. 10_200_08Então, fiquei com os dois (risos). Eu entendi aquilo como uma oportunidade de valorizar o ser humano. Acredito que pessoas se relacionam, amam, desejam e são felizes. Coisas são construídas, são objetos de desejo e não são capazes de nos fazerem felizes. Então, por isso escolhi o Guilherme e não a medalha. 

EE: Rio 2016. O que passa na sua cabeça quando pensa nos Jogos Paralímpicos em casa, com a torcida apoiando?

TG: Eu espero e desejo que seja uma festa similar à que foi em Londres, só que agora, com tudo em português (risos). Londres foi a melhor competição que já participei na vida, a melhor Paralimpíada das três. Em especial pela participação do público, pelo reconhecimento que o público estava dando para gente. As arquibancadas sempre lotadas, todo mundo valorizando e prestigiando o nosso trabalho. Os organizadores colocaram telões para as pessoas assistirem nas ruas. Então, muita gente nos reconhecia. Até hoje, quando vou à Inglaterra participar de competições, muita gente reconhece. Eu espero que o Brasil, por ser um país mais festeiro e ser a nossa casa, consiga fazer nas Paralimpíadas de 2016 uma festa onde a cereja do bolo, de preferência, sejam os atletas brasileiros. Eu estou me preparando. Já saí de Londres sabendo que a pressão ia ser grande em cima de mim. Estou trabalhando psicologicamente para isso. Espero chegar melhor no Rio do que cheguei em Londres.

EE: Você vai para as três provas de novo, 100, 200 e 400m?

TG: Isso! Vou para as três. Se tiver o revezamento, estou estudando a possibilidade de uma quarta, mas vamos ver... 

 

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Terezinha correndo ao lado do guia Guilherme Santana nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012

 

EE: Vai ser a sua última participação em Jogos Paralímpicos, ou você pretende chegar a Tóquio 2020?

TG: Não tenho certeza sobre isso. Psicologicamente não me faria bem imaginar que essa seria minha última competição. Não pretendo chegar em 2016 puxando o freio. Acho que para parar, você tem que desacelerar e nesse momento eu quero viver 2016 com toda intensidade das emoções. Se vai ser a minha última Paralimpíada, ainda não decidi. Vou chegar lá muito bem preparada para realmente viver toda a festa que vai ser. 

EE: Você está com 36 anos e o seu desempenho não declinou com a idade. Pelo contrário, você está cada vez melhor. Qual o segredo disso? Existe alguma modificação no seu estilo de treinamento de uns anos para cá?

14_200_04TG: O meu segredo seria Deus. Só Deus para explicar esse talento todo. Seria muito arrogante dizer que sem a ajuda de Deus eu estaria no lugar que estou. Sou uma atleta sem histórico de lesões sérias. Isso é uma vantagem grande porque a minha musculatura já é bem adaptada. O que eu fiz lá no início da carreira, quando corria provas na rua, de 21 até 30 km, me deu uma condição muscular um pouco diferente. Além disso, eu não me lesiono porque paro antes. Respeito muito o que eu posso fazer no treino. Hoje tenho todo apoio e respeito muito as regras, em especial, as que o meu corpo dita. Se o atleta se conhece, a chance não se machucar é grande. Eu posso ter 36 anos, mas me considero, fisicamente, com menos de 20. E acho que os resultados dizem isso. Ano passado, igualei o recorde mundial dos 100m. Já bati esse recorde várias vezes em treino. Esse ano comecei com 99% do recorde mundial na minha primeira competição. 

Eu gosto de treinar, gosto de ser a melhor, gosto de competir. Desafio é o meu prato favorito. Não me intimido. Respeito todas as minhas adversárias. O dia que me considerar boa demais, eu mudo de esporte. Eu treino porque tenho alguma coisa para melhorar. Se não tiver nada para melhorar, não precisa treinar (risos).

EE: Dentro do esporte, você já realizou todos os seus sonhos ou falta algum ainda?

TG: Realizei alguns sonhos, mas não todos. Ainda falta bater algumas marcas pessoais que estabeleci e ainda não consegui chegar lá.

terezinha-londres-cpb-texto_450EE: Tem algum ídolo no esporte?

TG: Tenho dois. O Pelé, por tudo que fez na carreira, o reconhecimento mundial que teve. O admiro e respeito. E também o Ayrton Senna, pela sabedoria, pela humildade e por ter tido a oportunidade de morrer fazendo aquilo que mais gostava, acho um privilégio.

EE: Qual a sua opinião sobre o doping?

TG: O doping não deveria estar no esporte. O esporte é esporte porque existe regra e disciplina. Mas como nós lidamos com seres humanos, às vezes a pessoa se empolga um pouco mais. Eu penso assim: treino funciona e não dá no doping. E o que precisa fora do treino para ter resultado? Só se for a ajuda de Deus. Como psicóloga e como atleta também, acho que falta um pouco mais de informação, um pouco mais de motivação, um pouco mais de treino para as pessoas que se dopam.

EE: Para você o esporte é essencial?

TG: Sem dúvida para mim o esporte, em especial o atletismo, é essencial. É a minha vida, a minha obra de arte. Eu diria que um artista, um pintor, por exemplo, vive para pintar e o quadro que ele pinta é a sua obra de arte. Quando estou na pista, é o meu palco, é onde tenho que mostrar o que posso fazer de melhor. É onde faço o que mais gosto, com todo o meu amor. Tento fazer com toda a minha alma para que todos vejam que sou uma pessoa realizada dentro da pista. É como me sinto ali. É o meu show. Cada um dá show do jeito que pode, o meu é correr (risos).  


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