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Pamella Mel (Surfe)

12/05/2015
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Por Katryn Dias

Pamella Mel tem apenas nove anos e já coleciona 51 medalhas e dois títulos de revelação do surfe feminino. O que começou como uma brincadeira de pega-pega com as ondas, hoje já é o sonho de uma carreira profissional no futuro.

Para apoiar a filha, há três anos a família decidiu se mudar para Maresias, em São Paulo, onde as condições do mar são mais propícias. Com dedicação e condições para treinar, tudo o que falta a essa jovem surfista é alguém que acredite em seu potencial e a patrocine.

 

 

01_200_27Esporte Essencial: Você lembra como foi a primeira vez que surfou? Qual foi a sensação?

Pamella Mel: Lembro bem como foi, eu fiquei em pé na primeira onda que peguei. Estava muito feliz e não queria mais sair do mar. Desde o primeiro dia, me apaixonei pelo esporte e pelo contato com o mar.

EE: Por que você quis começar a surfar?

PM: Meus pais queriam me colocar em um esporte e, passeando pela praia, viram uma escolinha de surf. Na hora, eles me perguntaram se eu queria fazer uma aula. Depois que eu fiz, não parei mais de pegar onda.

EE: O que você mais gosta no surfe?

PM: Sem dúvida as boas ondas. Sou apaixonada pelo momento de descer cada uma delas e, claro, o contato com a natureza. Vivo na praia e especialmente no mar. 

pamella_mel_divulgao_bendita_imagem_2014__texto_430EE: Você gosta de praticar outros esportes?

PM: Sim, gosto de andar de skate e de bicicleta. Também pratico stand up paddle e gosto muito.

EE: Como é a sua rotina de treinos? Ela te atrapalha na escola?

PM: Treino de três a quatro vezes por semana, no período da tarde. Não me atrapalha na escola, porque treino à tarde e estudo de manhã. Só falto às aulas mesmo em último caso. Gosto de estudar.

EE: O que você gosta de fazer quando não está treinando?

PM: Gosto de estar no mar fazendo um free surfe com meu pai, de estudar inglês com minha mãe, de brincar com meu irmão e com minhas amigas e amigos.

EE: Como você começou a competir? Foi você que quis ou a decisão foi dos seus pais e treinador?

PM: Eu era muito novinha para decidir se queria competir, mas meus pais sempre me perguntavam se eu gostaria de participar dos campeonatos que estavam aparecendo. Como eu sempre quis, desde o começo, comecei a competir aos seis anos de idade. Até agora foram 50 campeonatos contra meninas e meninos.

EE: Qual foi o título ou troféu mais importante que você já ganhou até agora?

02_200_29PM: Todos têm o gostinho da vitória, mas tem um que foi especial. Foi o mais competitivo, pois disputei em três categorias e ganhei em duas, foi a primeira etapa do Circuito Sebastianense, que aconteceu em abril deste ano. Minhas adversárias eram muito mais velhas que eu...

EE: É diferente participar de competições em que você tem que disputar com meninos?

PM: Sim, é bem diferente e bem mais competitivo, mas eu gosto de disputar com meninos porque assim adquiro mais experiência. Quando perdem de mim, eles ficam chateados por eu ser menina (risos).

03_200_24EE: Você mora e treina no mesmo lugar que Gabriel Medina, o primeiro campeão mundial do Brasil. Você se inspira nele?

PM: Sim, me inspiro no Gabriel Medina e na Jaqueline Silva, de Florianópolis. Também admiro todos os surfistas brasileiros que estão na elite do surfe mundial.

 

 

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Pamella Mel encontra o ídolo Gabriel Medina, o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe

 

 

EE: Qual o seu maior sonho?

04_200_27PM: O meu maior sonho é conseguir um patrocinador para que eu possa competir fora do estado de São Paulo e, quem sabe, fora do país. Só assim eu vou ter chance de me tornar surfista profissional para representar o Brasil no mundo inteiro.

EE: Você já disse que quer ser surfista profissional. O que você acha que é preciso para chegar lá?

PM: De início, preciso de um patrocinador. E continuar treinando bastante, com muita dedicação, vontade e amor ao esporte.

 

EE: Você foi convidada para participar do Surfing 4 Peace, ao lado de surfistas israelenses e palestinas. Como foi essa experiência para você?

PM: Foi muito legal esse convite que recebi para ser uma representante brasileira no Surfing 4 Peace, ao lado de pessoas maravilhosas de vários países e culturas. Foi incrível o convívio com as palestinas, israelenses, argentinas e os franceses da ONG. É uma experiência que levarei por toda vida e pude conhecer pessoalmente a campeã Jaqueline Silva.

EE: Para as crianças que tem vontade, o que você diria que é preciso para começar a surfar?

PM: Querer aprender, confiar no seu instrutor e se divertir muito.

 

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EE: Se você tivesse que convencer seus amigos a dar uma chance ao surfe, o que diria?

05_200_24PM: Diria para eles o que minha mãe diz pra mim: “Vamos brincar de pega-pega com as ondas, não deixa a espuma te pegar...”. E também que não tem nada melhor do que estar fazendo o que se gosta e estar em contato com a natureza, sempre respeitando o mar. 

EE: Para você, o esporte é essencial? Por quê?

PM: O esporte é essencial porque melhora a vida das pessoas. Traz bem estar, paz interior e a gente não se preocupa em ficar brincando em computador ou outras coisas que não acrescentam nada para nossa saúde. O esporte é essencial, o esporte é tudo de bom.

 

Fotos: Arquivo pessoal de Pamella Mel / Divulgação de Bendita Imagem


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