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Oscar Brandão (Vôlei de Praia)

28/04/2015
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Por Katryn Dias

Oscar Bandrão tenta se firmar em um cenário competitivo que é o vôlei de praia brasileiro. Jogando atualmente ao lado de Thiago e com o sonho de ser um representando olímpico, o carioca planeja o futuro com cuidado e é categórico: os Jogos de 2020 estão mais perto do que a maioria imagina.

Campeão de uma etapa do Circuito Nacional Open nesta temporada, Brandão denuncia que o planejamento da dupla foi interrompido por uma decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Oscar e Thiago acabaram ficando de fora do Super Praia, torneio que seria o seu principal objetivo.

 
 

EE: Como foi a sua iniciação no esporte? Você recebeu incentivo da família?

oscarxalison-texto_450_01Oscar Brandão: O meu começo no esporte foi bem engraçado... Eu jogava futebol até que tive uma lesão no tornozelo. Depois de me recuperar, fui jogar vôlei de praia, porque meu pai era daqueles peladeiros de final de semana. Ele começou a me incentivar e me levou para uma escolinha. Como tinha 12 anos, e, na época, não tinha uma estrutura muito boa para vôlei de praia, fui para um clube. Comecei a jogar quadra no Fluminense. Eu me dediquei um pouco, mas nada muito profissional. Fiquei treinando durante três e depois parei de jogar, porque eu era muito baixo, não tinha estatura para jogar vôlei de quadra. 

Anos depois, em 2001, um amigo, por acaso, me chamou para bater uma bola na praia e vi que era aquilo que eu gostava. Passei a treinar sério e, no meu primeiro ano de competição, já peguei uma seletiva para representar o Brasil no Mundial Sub-18 na Grécia. Fui para o Mundial e terminei o torneio em 9º lugar. Tinha sido a minha primeira viagem de avião, nunca tinha saído do Rio, então aquilo me empolgou. A partir daí tomei gosto e passei a me dedicar ao vôlei cada vez mais.

EE: Você acredita que é fundamental começar cedo para seguir uma carreira?

OB: Eu acredito que não é fundamental. Claro que tem uma idade para começar a jogar, mas não precisar ser desde os 11, 12 anos. Hoje em dia o atleta pode começar aos 17 anos. Mas tem que ter disciplina. Já que está começando mais tarde, tem que tentar tirar o tempo perdido.

01_200_25EE: Para você, qual o maior desafio do vôlei de praia?

OB: O maior desafio, para todo atleta, não só para mim, é a parte de patrocínio. Realmente é muito complicado. Para ser um atleta hoje no Brasil, você tem que gostar muito do que faz e ser muito dedicado. Realmente o Brasil não dá a estrutura para você ser um atleta de elite. São poucos os que têm patrocínio e conseguem ficar tranquilos financeiramente. No vôlei de praia, por exemplo, são muitos gastos. Um atleta que está começando, acaba se complicando. Porque ele paga estrutura para treinar, viagens, alimentação, suplementação... Enfim, é bem complicado.

EE: O que você achou da decisão da CBV em acabar com a estrutura que tinha sido montada para a seleção de praia?

02_200_26OB: Bem, a seleção de praia era um modelo muito legal e bem benéfico ao vôlei. Só que não tem como agradar todo mundo. Muitas duplas com potencial ficaram de fora, teve gente que não teve oportunidade de mostrar a habilidade. Eu tive a oportunidade de mostrar o meu vôlei. Fui convocado na segunda seletiva e consegui representar bem o Brasil. Atingi meu objetivo, que era ganhar o Sul-Americano. Tive a oportunidade de jogar três Mundiais adultos e tive duas quintas posições. Acho que fiz um bom papel na seleção. Foi uma pena acabar. Acho que o modelo é esse. Como todo o esporte, o vôlei de praia tem que ter uma seleção para os atletas terem uma estrutura melhor, com salário e tudo que têm direito. 

EE: Na época, teve muita polêmica com a possibilidade da comissão técnica trocar os parceiros fixos. Você acha que isso funcionou?

OB: Sobre a troca de parceiro eu discordei também um pouco. Mas se a Letícia Pessoa, uma exímia treinadora, das melhores do Brasil, achava que o modelo poderia funcionar, difícil alguém discordar. Ela é multicampeã, vice-campeã olímpica... Acho que daria certo. Como toda mudança provoca uma polêmica e as pessoas demoram a se adaptar, decidir acabar com o projeto foi um erro. Faltou paciência para colher os resultados.

03_200_22EE: Já que o projeto não foi para frente, o que poderia ser feito para melhorar a estrutura do vôlei de praia?

OB: Eu acredito muito no modelo de clubes. Como acontece na quadra, em que um atleta é filiado ao clube, a CBV poderia dar uma estrutura para cada centro de treinamento de areia como se fosse um clube. Eu e alguns atletas concordamos que essa seria uma estratégia muito boa. Assim, a CBV proporcionaria uma estrutura melhor a todos os atletas da praia. A partir daí, os atletas correriam atrás de patrocínios individuais, já tendo o apoio da CBV.

EE: Hoje algum clube tem vôlei de praia?

OB: Infelizmente não. Alguns clubes entraram no vôlei de praia uma época, inclusive o Flamengo e o Vasco. Mas hoje já não têm mais a modalidade.

04_200_25EE: Ao longo da carreira, você já teve mais de 20 parceiros diferentes. O que motivava essas mudanças?

OB: Realmente, eu comecei de uma forma errada. Quando não temos estrutura, qualquer resultado negativo é um motivo para trocar de parceiro. Agora tenho uma cabeça mais madura. Desde 2008, venho fazendo um trabalho mais de longo prazo, sempre mantendo o parceiro, pelo menos, durante a temporada. Mas infelizmente acontece. Não é todo mundo que tem esse pensamento. Às vezes se não tem o resultado que planejou em determinado tempo, o atleta resolve buscar outro parceiro. Mas esse não é o caminho. Eu estou construindo um trabalho de longo prazo com o meu parceiro atual, que é o Thiago, no centro de treinamento em Ipanema, que forneceu toda a estrutura permitindo que a gente consiga fazer esse trabalho de longo prazo. Só falta mesmo a parte financeira, que é o patrocínio. Mas isso é mais complicado...

 

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Oscar e Thiago em quadra durante etapa do Circuito Nacional

 

EE: Hoje vocês não tem nenhum patrocínio?

OB: Estamos sem patrocinador. Temos alguns apoios, de suplementação, de academia, de óculos. Mas patrocínio financeiro, para bancar nosso centro de treinamento e todo o resto, ainda não temos.

EE: E como vocês se mantêm no esporte?

OB: Nós dependemos das premiações dos torneios. Se não temos uma colocação boa, acabamos ficando praticamente negativos no mês. Mas nós tentamos sempre nos programar. Quando tem um resultado muito bom, nós seguramos uma parte do dinheiro para os próximos meses. Assim as coisas vão andando no nosso time.

05_200_21EE: Quais as próximas metas de vocês?

OB: Agora teve uma pequena confusão com a CBV e, por conta disso, a nossa meta teve que sofrer alteração. O Super Praia A seria o torneio mais importante da temporada para nós, mas acabamos ficando no Super Praia B, que é como se fosse o torneio para o 9º ao 16º do ranking nacional. Estamos com foco total nesse evento e vamos entrar para mostrar a qualidade da dupla. Estamos treinando forte para isso. Depois nós queríamos jogar o Circuito Mundial, mas por alguns fatores, entre eles patrocínio e escolhas da CBV, nós ficamos de fora. Então vamos ficar no Brasil mesmo e jogar os campeonatos satélites, que são os Challenges. Serão quatro etapas em quatro meses. E já estamos pensando na próxima temporada, 2015/2016.

EE: Pode explicar melhor o que aconteceu na classificação do Super Praia? Você disse que perderam o wild card da CBV. 

OB: Na verdade, o regulamento do Super Praia A classifica os seis primeiros lugares do ranking e mais duas indicações da CBV, totalizando oito times. Só que a CBV deixou bem claro no começo da temporada que só usariam essas indicações em casos de unanimidade, de atletas e dirigentes. Esse foi o caso da dupla Alison e Bruno Schmidt. O Alison não conseguiu jogar a temporada porque operou o joelho e depois teve um problema de apêndice. Realmente ele foi prejudicado. Por isso, a CBV e todos os atletas concordam que ele merecia jogar o Super Praia A. Porque essa é uma dupla de ponta, que tem grandes chances de representar nos Jogos Olímpicos de 2016. Dado esse convite, teoricamente depois eles deveriam seguir o ranking. Aí nós entraríamos, porque estamos em sétimo lugar. 

Mas a CBV resolveu dar essa indicação para outra dupla que teve as mesmas chances de se classificar do que a gente e ficou atrás no ranking. Eu e o meu parceiro não entendemos. Inúmeros atletas me mandam mensagens de apoio, porque eu resolvi expor o meu sentimento na minha página oficial. É complicado... Mas é uma escolha da CBV, ela está com o regulamento na mão, está certa... A indicação é muito subjetiva, pode ser usada do jeito que a entidade achar melhor, só que nós discordamos.

EE: Você pode dizer qual foi a dupla que entrou?

OB: Posso sim, foi a dupla Márcio e Saymon. Saymon é um garoto novo, bom de bola, que a CBV está acreditando no trabalho dele e dando um apoio. E o Márcio é o medalhista olímpico de prata nas Olimpíadas de 2008. Só que eles tiveram as mesmas chances do que eu e Thiago e ficaram atrás. Nesta temporada, o melhor resultado deles foi um terceiro lugar na última etapa do Circuito Nacional. Já eu e Thiago ganhamos uma etapa esse ano. Então, essa foi 06_200_17uma decisão da CBV que muitos atletas discordaram.

EE: Teve alguma reação da CBV à sua exposição dessa decisão?

OB: Eu tive uma reunião com dirigentes da CBV, que explicaram a decisão. Eles falaram que escolheram a dupla por atratividade do torneio. Eles acham que a dupla Saymon e Márcio é mais atrativa do que a minha. No meu ponto de vista, só a CBV entende assim. Nós não falamos nada demais, só falamos a verdade, discordando da Confederação. Acho que não podemos ser punidos apenas porque não concordamos com a CBV. Mas vou confessar que ficamos um pouco receosos... 

 *Resposta da CBV ao final da entrevista

 

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Oscar e Thiago: CBV afirma que a dupla não é tão atrativa para participar de torneio nacional

 

EE: Como foi para você participar do I Seminário Sou do Esporte?

OB: Eu só tenho a agradecer a Sou do Esporte. Foi um prazer participar do seminário. Espero receber outros convites e participar de mais palestras. Foi uma experiência muito enriquecedora na minha vida.

07_200_22EE: No dia do evento, você comentou que se interessou pela palestra com tema do pós-carreira. Já começou a planejar o que fazer quando parar de jogar?

OB: Atualmente estou fazendo faculdade de Administração. Estou pensando, daqui a uns oito ou 10 anos, trabalhar na parte de finanças pessoais. Já fiz alguns cursos e quero me aprofundar mais na área. Eu achei muito interessante o tema debatido no seminário, estava precisando escutar algumas coisas que ouvi lá. Nós atletas pensamos muito no agora, quando estamos ganhando dinheiro e conquistando vitórias, e esquecemos do futuro. Eu sempre procurei me programar. Tive alguns exemplos bem chatos de atletas que ganharam muito dinheiro com o vôlei e hoje em dia estão passando um sufoco porque não se planejaram. Então, de uns cinco anos para cá eu comecei a me planejar, a pensar no futuro. Estou dando os primeiros passos... Eu quero terminar minha faculdade daqui a dois anos. Depois fazer mais alguns cursos, me habilitando para trabalhar com essa parte de gestão pessoal.

EE: Como você consegue conciliar a faculdade com os treinos diários e as competições?

OB: Esse é o grande problema (risos). Realmente é muito difícil. Eu faço faculdade online, esse foi o único modo que consegui achar de conciliar o estudo com o trabalho. Principalmente porque eu viajo muito. Já tentei fazer faculdade presencial, fiz Educação Física por quatro períodos e tive que trancar. Eu queria terminar, mas não teve como. 

oscar-2-texto_450EE: Depois de formado, você pretende trabalhar na sua área dentro do vôlei?

OB: Tem um novo projeto que eu quero implementar no vôlei. Comecei um trabalho educacional, com a galera do vôlei, junto com a Mônaco Investimento - XP, em relação a investimentos e financias pessoais. Essa é uma área que quero trabalhar no final da carreira ou até mesmo, se der, conciliar com o vôlei. Dei o primeiro passo com alguns atletas aqui no Rio, fui bem aceito. Primeiro fiz um questionário para coletar dados, depois, apresentei algumas palestras educacionais sobre finanças pessoais e com algumas opções de investimentos. É um nicho carente, principalmente na parte esportiva. Quanto mais conhecimento, melhor. 

EE: Qual foi a sua vitória mais importante até agora, aquela que ficou marcada na memória?

OB: Acho que toda vitória marca. Cada jogo é uma batalha, cada ponto, uma vibração. Mas ter ganhado uma etapa nessa temporada foi muito legal. Foi uma energia muito boa, com a torcida apoiando o tempo inteiro. O primeiro título no circuito nacional a gente nunca esquece.

Também já tive o prazer de ganhar dois Sul-Americanos jogando em casa. Eu lembro da torcida toda gritando... Nós fizemos a final contra um time da Venezuela, que era imbatível na época, e conseguimos ganhar com o apoio da torcida. Fez total diferença naquele momento. 

Então, são muitas vitórias que guardo aqui comigo. Em momentos decisivos de outras partidas que não estão favoráveis para mim, eu tento sempre resgatar essa energia das vitórias para me dar mais força.

08_200_22EE: Você já disse que seu grande ídolo é o campeão olímpico Emanuel Rego. Como é a convivência com ele em etapas do Circuito Nacional?

OB: Ele é um ídolo, não só para mim, mas acho que para todos do vôlei. Dentro de quadra ou fora, ele é multicampeão e um grande exemplo. A determinação e a concentração dele são coisas que estão realmente um nível acima da gente. Eu tento me espelhar nos melhores e ele é um ídolo, um cara que representa muito bem o nosso vôlei de praia. Tenho total respeito e admiração por ele. Nos torneios, sempre que dá, troco uma ideia com ele. Esporadicamente almoçamos junto. Mas durante a etapa é meio difícil, dentro de quadra nós somos adversários. Respeito muito ele, o Ricardo e o Alison, que se tornou um grande jogador de uns tempos para cá. Temos muitos outros bons jogadores, mas o Emanuel, para mim, é uma referência.

EE: Qual seu maior sonho?

OB: O meu maior sonho era jogar a Olimpíada em casa, mas agora ficou muito difícil. O meu maior foco era esse. Não tenho muitas chances agora, só se acontecer um imprevisto. Então, o sonho se tornou apenas jogar uma edição olímpica representando o Brasil. Não sei se vai ser em 2020, que está logo ali. Pensamos que faltam mais de quatro anos, mas passa muito rápido. Temos que ter uma programação e um cronograma para nos preparar e chegarmos bem. Conforme vão passando os anos, depois dos 30, nós temos que começar a tomar um cuidado maior com a saúde. Esse é o meu maior objetivo no vôlei.

EE: Para você, o esporte é essencial?

OB: O esporte é minha vida. O que o esporte me tornou como ser humano, acho que foi o mais importante. O esporte entrou na minha vida como um acaso. Eu adorava futebol e acabei me encontrando no vôlei. Sou muito católico e acho que Deus planejou muito bem as coisas para mim.

10_200_09EE: Qual sua posição sobre o doping no esporte?

OB: Eu acho que o exame antidoping é fundamental. Tem atletas que ainda usam substâncias ilegais para se beneficiar, o que é muito desleal com outros que seguem as regras a risco. Esse é o meu caso, eu me alimento bem, me suplemento bem... E competir com um atleta dopado, que usa anabolizante, é chato. Realmente tem que ser proibido e tem que existir uma fiscalização maior. No Brasil ainda estamos bem atrasados. No vôlei de praia, são pouquíssimas as etapas nacionais que tem exame antidoping. Nós já solicitamos diversas vezes que seja mais frequente, para pegar esses que se dizem atletas e na verdade não são. Doping é um assunto bem sério e que deve ser tratado com mais vigor no Brasil.

EE: Vocês recebem alguma orientação sobre doping da CBV?

OBS: Nós seguimos a WADA. Eles mandam o regulamento, com a lista de substâncias proibidas, e falam para assistirmos a palestra online sobre doping. Para jogar o Circuito Mundial, nós temos que preencher um formulário com algumas perguntas sobre doping. É bem interessante. Acho que para jogar no Brasil nós também deveríamos ter que responder essas perguntas. E precisamos de mais conhecimento. Às vezes o atleta usa uma substância do dia a dia que acha que não é doping, como um analgésico, por exemplo, e acaba se prejudicando.

EE: Se os atletas tiverem alguma dúvida, podem procurar a CBV? Ela oferece orientação ou vocês estão por conta própria?

OB: Essa é uma boa pergunta. Eu nunca procurei a CBV para falar sobre dopagem. Tenho a minha nutricionista, que entende muito dessas peculiaridades do doping. Então, sempre recorro a ela, nunca fui atrás da CBV.

 

 

Nota da CBV sobre a classificação do Super Praia:

"A Confederação Brasileira de Voleibol esclarece que a definição das duplas inscritas ao Superpraia A está pautada pelo regulamento da competição, divulgado previamente aos atletas, no item 5.2. Estão classificados os seis primeiros times do ranking de duplas da temporada e duas equipes convidadas pela entidade. Os convites foram realizados com o objetivo de alcançar o maior interesse possível dos torcedores, mídia e comunidade do voleibol ao evento que encerra o calendário nacional.

Alison e Bruno Schmidt são os atuais campeões do Superpraia e melhor dupla do país na última edição do Circuito Mundial. Por conta de uma lesão, Alison foi obrigado a se afastar por mais da metade da temporada. Márcio Araújo é medalhista olímpico (Pequim 2008), campeão mundial e campeão do Circuito Brasileiro da temporada passada. Saymon, que desponta como revelação do vôlei de praia brasileiro, foi 5º colocado no último Mundial Sub-23. Juntos, foram campeões da etapa colombiana do Circuito Sul-Americano.

O convite em questão surge não só pelo bom histórico dos atletas, mas também pelo seu bom momento atual. Na última etapa do Circuito Brasileiro, em Salvador (BA), Márcio e Saymon subiram ao pódio e terminaram com a medalha de bronze."

 

Fotos: Reprodução/Facebook oficial Oscar Brandão


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