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O que será, que será do esporte amanhã?

25/03/2014
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Por Fabiana Bentes

O Esporte Essencial reuniu diversas opiniões de pessoas influentes no esporte brasileiro para o ano de 2014. Na nossa vivência com atletas olímpicos, a Copa do Mundo de Futebol quebrou o ciclo de investimento no esporte e nos deu a certeza de que uma Copa, num mesmo país sede de uma Olimpíada, só pode ser realizada depois dos Jogos Olímpicos, nunca antes. Mas 2014 é o ano de ver a Copa passar rápido, estigmatizando ainda mais o Brasil e ver começar o ciclo olímpico às pressas para compensar o que já está perdido desde 2012.

 

ilustra1_150A minha esperança é o crescimento permanente do esporte brasileiro. Acho que está no caminho certo, acho que vai crescer, vai crescer depois de 2016. E vai ter um tremendo resultado em 2020, não tenha dúvida.

Carlos Arthur Nuzman
Presidente do COB e do Comitê Organizador do Rio 2016



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ilustra8-grael_150Será um ano dominado pela agenda exacerbada da quase monocultura esportiva do Futebol.  Esperança e desconfiança com a seleção brasileira. Ufanismo patriótico confundido com o momento político de ano eleitoral. Agenda esportiva dominada pelas futilidades do futebol e muito ruído com os preparativos de última hora das 12 cidades-sede.  Nossos atletas e equipes olímpicas continuarão a florescer em resultados que nos encherão de esperança para 2016. Nossa equipe paralímpica continuará a conquistar o coração e o orgulho dos brasileiros. A Fórmula 1 despencará no gosto e no prestígio dos brasileiros.

A preocupação com os preparativos do Rio 2016 aumentará. Visão crítica de muitos, em conflito com as autoridades oficiais tentando transmitir tranquilidade e domínio das ações.

Lars Grael
Atleta

 

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ilustra9-lamartine_150Embora haja algumas (raras) iniciativas de sucesso no esporte de alto rendimento, as instituições tradicionais do setor no Brasil estão hoje falidas, acomodadas pela legislação e pelo governo federal. O resultado – agora mais visível e crescente – é a criação de meios alternativos, como se verifica com a tendência de atletas participarem na gestão das entidades esportivas (Associação Atletas do Brasil, Sindicato Jogadores Futebol, etc.) ou com a busca de apoio em organizações e treinadores do exterior (handebol, rugby, etc.), além das ligas independentes e patrocínio de empresas sem intermediação. Assim, o esporte de alta competição no Brasil está em plena fuga para o 3º setor por simples sobrevivência, oportunidade de negócios ou paixão de esportistas autênticos.

Lamartine da Costa
Pesquisador e Dr. em Olimpismo

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ilustra2-juca_150O tema esportivo deste ano, mais que nunca no Brasil, será o futebol, a Copa do Mundo de futebol.

E viveremos duas Copas diferentes e complementares: uma nos estádios e gramados, na qual o Brasil é o maior favorito; outra nas ruas e avenidas, na qual o Brasil é o alvo.

A segunda Copa é a mais importante, se dela resultar um país mais justo.

Juca Kfouri
Jornalista

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ilustra-damasceno_150Se na área social o Brasil ainda é um gigante adormecido, no esporte é também um campeão sonolento. Temos um potencial incrível em nossa juventude, mas as mazelas de nossa educação impactam também a sua formação esportiva. No esporte profissional, as deficiências de gestão parecem um mal recorrente. Precisamos acordar... Em muitos países do mundo o esporte é um dos pontos de destaque na instalação de valores positivos nos jovens, assim também como um negócio próspero, gerando empregos e receitas importantes para a economia. Por que aqui haverá de ser diferente? Talvez o esporte tenha, nesse caso, uma importante função: a de nos servir como um grande espelho, mostrando que o gigante está completamente fora de forma e, ou treina sério e muda de atitude, de verdade, ou ficará para sempre na segunda divisão da história...

Julio Damasceno
Head de Comunicação dos Canais SporTV

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ilustra3_150Passada a Copa do Mundo de futebol e após a euforia natural que o torneio provoca, temo que o país termine o ano em depressão esportiva, principalmente se o Brasil não vencer o torneio. O povo se dará conta de que os gastos excessivos em estádios inúteis terá sido um mal para o Brasil, quiçá irremediável. Reitero que Copa e Olimpíada juntas podem ser o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.

Alberto Murray
Advogado


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A realização da Copa do Mundo no Brasil tirou o foco dos Jogos Olímpicos, pelo menos até o final do Mundial. É ilustra11-beltrame_150_01verdade que estamos no país do futebol, mas agora mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para isso e os outros esportes, que já são pouco divulgados, ficam quase que completamente esquecidos, principalmente pelas empresas, que só vão começar a apoiar os atletas olímpicos, quando a Copa acabar, mas se esquecem que o ciclo olímpico e a nossa preparação, já começou no final de 2012.

Assim como o apoio aos atletas, tanto do governo, quanto das empresas privadas. Temos que ver a realização dos Jogos no Brasil como mais um degrau para o crescimento, e não como o auge do esporte no país. Acredito que o país não está preparado para a realização de dois eventos dessa magnitude. Independente se as instalações esportivas estarão prontas e perfeitas para as competições,  é difícil imaginar gastar tanto dinheiro para estruturas que ficarão esquecidas no futuro.

Fabiana Beltrame
Primeira e única campeã mundial de remo do Brasil

 

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ilustra6_150Dois mil e quatorze será o ano do desperdício-festivo se conquistarmos a Copa, e do protesto-político se a perdermos. Terminada a Copa, a campanha eleitoral estará na rua e o resultado das urnas dependerá da Seleção Brasileira. Faltarão dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio, cujo orçamento não se conhece. É o nosso despreparo em termos institucionais para sediar megaeventos esportivos. Em síntese, o Brasil político-econômico está comprometido com o "negócio" esporte, mas sem um modelo para o desenvolvimento das modalidades e segmentos. A meta é exclusiva: pódio. E o legado, que envolveria esporte e educação, ficará na lembrança, num desperdício de oportunidades sem igual.  

José Cruz  - Jornalista 

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O Marketing Esportivo tem um pedido a fazer para este ano, época de grandes acontecimentos esportivos. O pedido é ilustra10-clarisse_150que o "legado" de que tanto falam, não se resuma a concreto, aço e asfalto.

Que os responsáveis por este(s) legado(s) pensem na cultura, no desenvolvimento esportivo do país, na profissionalização do Marketing Esportivo e, por que não, na redução drástica da cartolagem.

O Esporte merece. Os futuros e atuais atletas agradecem. As empresas respeitarão!

Clarisse Setyon
Coordenadora Acadêmica de MBA de Marketing Esportivo & Núcleo de Esportes ESPM

 

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ilustra4_150Dois mil e quatorze será um ano decisivo para o futuro do esporte brasileiro. O temor pelos protestos contra os elevados gastos com a Copa do Mundo pode fazer com que as autoridades olímpicas não deixem tudo para a última hora e sejam mais parcimoniosos nos custos das obras dos equipamentos dos Jogos. A dois anos das Olimpíadas do Rio, o ciclo olímpico para 2016 já foi desperdiçado, pois poucos são os atletas brasileiros que se destacam no cenário mundial ou que têm condições de brigar por um lugar no pódio do Rio 2016.

Iuri Totti
Editor assistente de Esportes do jornal O GLOBO

 

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ilustra5_150O ano de 2104 será "diferente" para os esportes olímpicos. Se normalmente a concorrência do futebol em ocasiões de realização de Copa do Mundo já deixa as demais modalidades esportivas em segundo plano para o torcedor brasileiro, o que dirá de uma Copa realizada no Brasil? 

É necessário esperar com atenção também como será o desenrolar das obras para os Jogos do Rio 2016, que ainda caminham a passos de tartaruga, em especial alguns centros de competição importantes, como o de Deodoro, cuja licitação nem saiu do papel ainda. Faltam pouco mais de dois anos para as Olimpíadas e qualquer erro agora poderá comprometer o sucesso do evento.

Marcelo Laguna
Jornalista IG Esportes


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ilustra7_150Será um ano para os amantes do futebol! Isso não significa que será um ano de alegrias, muito pelo contrário, será difícil inclusive para os que vestem chuteiras para trabalhar. Não será nada fácil suportar a pressão das grandes mídias internacionais vasculhando todo o território nacional em busca de notícias sensacionalistas. Vamos viver o verdadeiro Big Brother Brasil, com turistas e repórteres invadindo nossas salas, re-criando a imagem do caricaturado brasileiro. Padrão FIFA entrará de vez para o nosso dicionário do cotidiano, sendo usado como sinônimo de 'algo de alta-qualidade, mas de uso desnecessário'. 

Só depois de passado o tornado chamado 'Copa do Mundo' é que vamos juntar os cacos, limpar as praias e voltar nossas atenções ao Rio 2016.

Mas toda essa crônica de uma morte anunciada para 2014 irá desaparecer se o Brasil se tornar hexacampeão de futebol.

Luis Henrique Rolim
Pesquisador do Museu Olímpico do Qatar


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mudancasocial_150Será o ano do esporte mostrar que pode ser um instrumento de mudança social. Infelizmente isso não acontecerá dentro de uma quadra, ginásio, pista ou campo de futebol, no caso deste último, o grande motivador deste possível novo cenário. Os contrastes sociais ficarão tão explícitos na Copa do Mundo, que será preciso rever vários conceitos. Como resultado, dois cenários podem surgir, o pior será o total descaso dos gestores do setor público, e o melhor, e que espero e acredito que aconteça, o primeiro passo de uma quebra de paradigma, com a abertura do debate sobre a implantação de uma política do esporte, inexistente até hoje no Brasil. E isso será potencializado em relação direta com a performance do país no Mundial de futebol, quanto mais cedo a Seleção sair, e isso pode acontecer logo na segunda fase, mais cedo acontecerão tais mudanças.  

Walter Guimarães 
Jornalista 


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