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Marquinhos (Basquete)

24/03/2015
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Por Fernando Hawad, edição de Katryn Dias

Com 2,07m de altura, Marcus Vinicius Vieira de Souza, ou simplesmente, o Marquinhos, poderia ter se tornado mais um pivô. No entanto, a agilidade e as mãos calibradas nos arremessos de longa distância o transformaram em um dos alas mais versáteis e eficientes do país.

Marquinhos chegou até a NBA e também teve passagens pelo basquete europeu, mas foi atuando no Brasil que conseguiu seus maiores feitos. Desde 2012 com a camisa do Flamengo, conquistou todos os títulos possíveis: duas vezes o NBB, a Liga das Américas e a Copa Intercontinental (Mundial de Clubes). Pela seleção, Marquinhos foi peça fundamental na volta da equipe aos Jogos Olímpicos. A medalha não veio em Londres, mas quem sabe o melhor não está guardado para 2016? Beliscar o pódio em casa é o que falta para coroar a carreira de um dos maiores talentos do basquete brasileiro atual.

EE: Primeiramente, conte um pouco da sua trajetória no basquete e de como foram os primeiros passos com a bola laranja.

basquete-brasil-servia-marquinhos-texto_430M: Eu comecei jogando basquete na escola, no primeiro ano do segundo grau. No início era pelada e, como me destacava, o professor me chamou para jogar no time da escola, onde ganhei um campeonato. Em seguida, o Monte Líbano [tradicional clube de São Paulo] me convidou para fazer um teste, porque o treinador de lá havia gostado do meu jogo. Foi assim que comecei a jogar no infantil. Fiquei três anos no Monte Líbano e depois fui para o Corinthians jogar na categoria cadete. Nessa época, já ficava no banco do time profissional. Foi quando veio o convite para jogar em Bauru, que na época tinha o Leandrinho e o Vanderlei. Era aquele time que acabou sendo campeão brasileiro em 2002, comandado pelo Guerrinha.

EE: Como você acabou recebendo convite para sair do Brasil? 

M: Depois do título com o Bauru, fui para a seleção de base da minha categoria. Jogamos um campeonato na Venezuela e eu me destaquei. Por isso, recebi convite de time europeu, de faculdade dos Estados Unidos e acabei indo para a Europa. Lá, assinei contrato de quatro anos com o Pesaro, da Itália, mas no primeiro ano eu não pude jogar porque o time já tinha três estrangeiros. 

EE: Você tem 2,07m, que é uma altura de pivô, jogador da chamada posição cinco. Como surgiu a ideia de jogar como ala?

M: Eu comecei jogando dentro do garrafão, nas posições quatro e cinco. Mas meu técnico na época, que hoje é o auxiliar técnico de Bauru, viu que eu tinha habilidade para jogar na posição de ala, até por ter biotipo magro e uma mobilidade muito boa. Então, ele me colocou para jogar aberto. Comecei a me destacar como ala e estou aí até hoje. 

EE: Você sempre teve um bom arremesso de fora?

M: Isso. Um arremesso muito bom, infiltração, uma mobilidade muito boa.

 

NBA: o sonho

 

EE: Você conseguiu chegar à NBA, que é o sonho de quase todos os jogadores profissionais. Como foi esse momento de estar na melhor liga do mundo?

01_200_19M: A NBA com certeza é um paraíso, mas é difícil ficar. Existe até um gráfico que mostra que a média para um jogador se manter na NBA é de quatro anos. Eu sou um desses jogadores, já que fiquei por quase dois anos. Mas sou muito grato à NBA por tudo que acrescentou na minha carreira profissional. Tive a oportunidade de treinar com os melhores do mundo. Eu sonhava em ficar, mas infelizmente não tive muita oportunidade. Havia muitos jogadores na minha posição e acabei não sendo muito aproveitado. 

Eu já recebi convite para voltar, mas preferi dar sequência à minha carreira aqui no Brasil, ou até na Europa. O meu intuito é estar sempre jogando e me divertindo com o basquete. Na NBA, eu via uma competição muito grande e achava que poderia ter que ficar no banco novamente, sem muita oportunidade. Não era o que eu queria mais para a minha carreira.

marquinhos-brasil_400EE: Na sua época de NBA, no New Orleans Hornets, você jogou ao lado do Chris Paul, craque que fez parte do time americano nos Jogos de Pequim e de Londres. Como foi a experiência de atuar com um dos melhores armadores do mundo?

M: Aprendi muito com ele e com o Stojaković [sérvio que fez sucesso na NBA]. Ganhei muito dinheiro do Chris Paul na apostinha de arremesso de três (risos). Quando tem jogo Brasil e Estados Unidos e ele está na seleção, sempre converso com ele. É um cara show de bola, bem diferenciado.

EE: Foi o seu melhor companheiro de equipe?

M: Não, na ocasião os melhores companheiros eram o Tyson Chandler e o David West, por causa do estilo de vida. As histórias de vida deles se pareciam com a minha. Principalmente o David West, que foi o cara que fiquei mais perto mesmo. 

EE: Quando o Flamengo estava se preparando para a Copa Intercontinental, contra o Maccabi Tel Aviv, em setembro do ano passado, houve um boato de que você poderia acertar a sua volta para a NBA. Você esteve realmente perto de assinar com alguma equipe?

M: Quase assinei. Eu fiz um Mundial muito bom pela seleção, por isso tive convite de time de ponta da Europa e da NBA também. Só que a negociação não fluiu. 

NBA é muito momento. Apareceu aquele momento e como eu tinha contrato com o Flamengo, estávamos discutindo multa de rescisão. Era uma negociação que envolvia muita coisa e a NBA não espera muito isso. Do mesmo jeito que eles estavam conversando comigo, estavam com outros jogadores também. Essa negociação acabou não acontecendo e eles investiram em outros jogadores. 

 

A experiência na Europa

 

EE: Sua passagem na Itália se divide em dois momentos. O primeiro no Pesaro e o segundo mais recente, em 2009, quando você saiu do Pinheiros e jogou uma temporada no Montegranaro. Por que a passagem por lá não foi mais duradoura? Você mesmo quis voltar ao Brasil?

02_200_22M: Na primeira passagem, fui contratado por um treinador e no ano que eu ia começar tive que voltar ao Brasil porque não tinha passaporte. Eles iam me usar no próximo ano, mas mudaram o treinador e acabaram formando um time muito forte. Contrataram jogadores de NBA, investiram pesado e acabaram não dando oportunidade para os mais novos, como eu. Na segunda passagem, cheguei mais experiente. Mas o motivo para não dar certo, principalmente dessa vez, foi a crise financeira que estava muito forte na Europa naquele momento. Foi um dos motivos que me fizeram preferir voltar para cá, porque o Brasil vive um momento muito bom não só financeira, mas esportivamente também. Estamos conseguindo resultados muito positivos, como no caso do Flamengo, campeão mundial, um time que está sempre disputando títulos. Então, preferi não seguir na Europa e voltar para o Brasil.

EE: Durante o Mundial da Espanha, muitos jornalistas de fora elogiaram o seu jogo. Houve quem falasse que você poderia estar facilmente jogando em uma liga europeia. Voltar à Europa é algo que ainda passa na sua cabeça?

M: Basquete tem muito de oportunidade. Se a oportunidade vier, eu estiver bem fisicamente e for boa não só para mim, mas para a minha família também, penso sim. Meu contrato com o Flamengo vence no meio do ano e vou estar sempre aberto a ouvir propostas.

EE: Existe a possibilidade de você continuar no Flamengo?

M: Com certeza. Essa é a minha prioridade. Minha família gosta do Rio, está bem ambientada. Não tem porque sair, só se for uma proposta muito, muito boa.

 

Seleção brasileira

 

03_200_18EE: Falando agora sobre seleção, a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, conquistada na Copa América de Mar del Plata, em 2011, depois de tanto tempo fora, foi algo marcante para o basquete brasileiro. O que você, com tantos anos de seleção, tem a dizer sobre aquele momento? 

M: Depois de tanto tempo com o Brasil lutando para voltar às Olimpíadas, estar naquele grupo foi um momento muito marcante. O Mundial do ano passado [na Espanha] também foi muito legal. Conseguimos ganhar da Argentina nas oitavas de final. Infelizmente acabamos perdendo nas quartas para a Sérvia, mas o nosso Mundial foi muito, muito bom. Então, o Mundial de 2014 e o Pré-Olímpico de Mar del Plata ficaram gravados na história.

EE: Nessa partida da Copa do Mundo do ano passado, oitavas de final contra a Argentina, você anotou 13 pontos e foi decisivo para a vitória brasileira. Foi a sua partida mais marcante com a camisa da seleção? 

M: Com certeza! Também teve aquela partida contra os Estados Unidos no Mundial de 2010, na Turquia, quando marquei o Kevin Durant [o Brasil perdeu aquele jogo por apenas dois pontos, 70 a 68]. Essas duas partidas ficaram gravadas quando se fala de seleção para mim.

04_200_21EE: Ainda dói lembrar aquela derrota para a Sérvia (84 a 56) no Mundial do ano passado? A seleção vinha em um grande momento, com chance de chegar às semifinais após 28 anos, mas acabou não conseguindo jogar naquele dia...

M: Sim, principalmente porque não foi o que a seleção do Brasil merecia. Acho que merecíamos um jogo mais disputado. No basquete, se um time não tiver foco o tempo todo, concentração em detalhes, pode jogar fora uma partida. Foi o que aconteceu ali. Ficamos tristes pelo jeito que foi aquele segundo tempo, porque esperávamos um jogo duro para sair com a classificação, mas infelizmente não deu.

EE: Você está na seleção desde a época do Lula Ferreira. Depois veio o espanhol Moncho Monsalve e, em 2010, assumiu o argentino Ruben Magnano. Falou-se por muito tempo que era necessário um técnico estrangeiro assumir a seleção para fazer o Brasil voltar a ser competitivo a nível internacional. Você acredita que a vinda Magnano, campeão olímpico pela Argentina em 2004, foi fundamental para a seleção voltar a fazer boas campanhas, ou um treinador brasileiro poderia ter êxito também?

05_200_17M: Eu acho que a vinda do Magnano foi fundamental. Ele conseguiu reunir todos os melhores jogadores, tratando todo mundo igual. Era isso que o basquete do Brasil estava precisando. Magnano conseguiu tirar o melhor do basquete brasileiro. Não posso dizer que estávamos no fundo da lama, mas era uma situação muito ruim. E ele conseguiu colocar o Brasil entre os melhores, top-5, top-6 do mundo. A vinda dele só somou para o basquete brasileiro.

EE: Fala-se da qualidade da geração atual do basquete brasileiro. Uma seleção com muito talento, mas o pódio em uma grande competição ainda não chegou. O que está faltando para que a equipe consiga uma medalha importante, que marque a geração? A hora certa pode ser nos Jogos Olímpicos do Rio?

06_200_13M: É difícil quando se fala em conseguir medalha, porque não é só a nossa geração que é boa, mas também outras gerações como a Espanha, a própria Argentina, e outros times que são muito qualificados. Basquetebol é decidido em detalhe. Espero que em 2016 a seleção tenha a chance de conseguir uma medalha, porque temos um grande time. Também espero que os jogadores tenham a sorte de fazer grandes jogos para a nossa torcida, que vai ajudar muito na briga pela medalha.

EE: Leandrinho e Nenê, que atuam na NBA, foram criticados por constantes pedidos de dispensa da seleção. Antes dos Jogos de Londres, muita gente temia que a convocação deles tumultuasse o ambiente. A convivência do grupo da seleção com eles sempre é tranquila?

M: O povo brasileiro tem que começar a entender um pouco mais o que é a NBA. Lá, joga-se no mínimo 82 jogos, mais pré-temporada. É um campeonato muito cansativo e eles estão passando por isso. Conversaram com o Magnano e 07_200_18optaram por não vir algumas vezes. Ficaram um pouco queimados com a torcida, mas o técnico entende bem o lado deles, porque é um campeonato exaustivo. As portas estarão sempre abertas para ambos, não só pelo Magnano, mas pelo Brasil, porque eles se esforçam para estar na seleção. Estar na seleção é abrir mão até de férias para ajudar o Brasil. Eu aplaudo esses caras por tudo que fazem pela seleção. 

EE: Alguns jogadores como o Alex e o próprio Nenê deram a entender que a Olimpíada seria a última competição pela seleção. Você vai estar com 32 anos nos Jogos do Rio. Pensa em se despedir ou pretende continuar defendendo a camisa do Brasil no próximo ciclo olímpico?

M: Enquanto eu estiver fisicamente bem e competindo em alto nível, quero jogar pela seleção. Se eu estiver bem, por que não?

 

O basquete no Brasil

 

bas_marquinhos_flamengo_flaimagem.jpg_30_397EE: Falando um pouco de NBB (Novo Basquete Brasil), você jogou a primeira edição da liga, em 2009, pelo Pinheiros. Agora, no NBB 7, dá para sentir que o nível cresceu?

M: O nível cresceu absurdamente. Os times estão trazendo estrangeiros de nível muito bom, o que só tem a incrementar o basquete brasileiro. Não só dentro de quadra, mas fora também. Os patrocínios estão vindo, o que só tem a fortalecer a liga. Além disso, os times de ponta estão sempre disputando títulos internacionais, como o Flamengo, e agora o Bauru, campeão sul-americano. Isso faz com que o campeonato fique cada vez mais forte.

EE: A respeito dos estrangeiros, na primeira temporada do NBB eram apenas oito e hoje já são mais de 30. Ao mesmo tempo em que a vinda deles melhora o nível dos jogos, não pode representar um problema para o basquete brasileiro a longo prazo, pois as equipes podem optar por estrangeiros em vez do investimento em talentos da base, por exemplo?

M: Essa questão tem os dois lados. O estrangeiro pode acabar sim roubando o espaço de um jovem, mas, por outro lado, a própria Liga Nacional está fazendo um trabalho muito bom com a molecada. Criaram a Liga de Desenvolvimento de Basquete [torneio para atletas sub-22], que vem revelando muitos talentos. Vários jogadores que estão no NBB hoje já passaram pela Liga de Desenvolvimento. Então, acho que os dois lados estão se beneficiando.

09_200_07EE: Jogar no Flamengo é diferente?

M: Ah, Flamengo é Flamengo! Eu fui entender o que era Flamengo mesmo quando joguei a minha primeira final do NBB, em 2013 [Flamengo venceu Uberlândia na ocasião]. Eu olhava para cima e via a arena lotada, a torcida gritando e apoiando o tempo todo. Entendi também a pressão que é jogar pelo Flamengo. Sou muito feliz e agradeço a Deus pela oportunidade de jogar em um dos melhores clubes do Brasil.

EE: Quando surgiu a proposta do Flamengo você conversou com alguém antes de aceitar?

M: Eu sou muito amigo do Olivinha [companheiro de equipe no Pinheiros e agora no Flamengo]. Foi a primeira pessoa que procurei para conversar. Logo que surgiu a proposta para mim, ele também recebeu uma. 

EE: Esse time do Flamengo, campeão de tudo (NBB, Liga das Américas, Intercontinental), é o time mais forte em nível de clubes, tirando NBA, entre os que você já participou?

M: É um grupo muito talentoso. Todas as posições têm jogadores que podem entrar, dar conta do recado, fazer um time competitivo. É um dos times mais fortes que já joguei sim.

EE: Como é a convivência com o Laprovittola e o Herrmann, jogadores do Flamengo que fazem parte da seleção da Argentina? Vocês falam sobre seleção, rola algum tipo de brincadeira sobre a vitória do Brasil no Mundial do ano passado?

M: É muito saudável. Os caras são muito gente boa. Agora, o assunto sobre o qual nós menos falamos é a rivalidade entre Brasil e Argentina. Acho que mais pelo respeito mesmo. Criou-se uma história muito forte entre Brasil e Argentina, então, para não dar problema e um ficar chateado com o outro, evitamos.

 

Conquistas e metas

 

marquinhos-cbb-peq_300EE: Título mundial com o Flamengo e classificação do Brasil para os Jogos Olímpicos de Londres. Conquistas com o mesmo sabor?

M: Ah, não. Acho que são dois sabores bem diferentes. Como falei, jogar no Flamengo é uma coisa única. Ganhar título pelo Flamengo, então, não tem o que falar! Já a classificação olímpica foi um sabor diferente por tudo que o Brasil vinha passando, muita gente questionando, falando que não ia conseguir. E conquistar a vaga dentro da Argentina, ainda, foi especial. 

EE: Você se arrepende de algo na sua carreira?

M: Só me arrependo das lesões que tive, principalmente na NBA. Quando entrei na NBA, estava cotado para ser top-20 do draft e bate um arrependimento por ter me machucado em um momento de treinamento, com o Rudy Gay, na época. Acabei quebrando a mão em um lance. Esse é o único arrependimento que tenho. Se eu tivesse uma posição melhor no draft, poderia ter ido para outro time e, de repente, ter tido mais chance na NBA.

10_200_05EE: Rio 2016, o grande objetivo? É o que falta para coroar a sua carreira?

M: Sim. Se eu conseguir uma medalha na Olimpíada, seja ouro, prata ou bronze, será aquela cereja no bolo para mim. Vai ser uma das coisas mais legais dentro da minha carreira.

EE: Consegue montar um quinteto com os melhores jogadores que atuaram ao seu lado?

M: Poxa, gostaria sim. Na posição um, o Chris Paul, que é um mito. Na posição dois colocaria o Marcelinho, um cara que admiro e me espelho. Na posição três, eu, claro (risos). Na posição quatro colocaria o Olivinha, que é um irmão dentro do basquete para mim. E na posição cinco, um dos melhores amigos que tenho, quase entrou na NBA junto comigo, que é o Morro, companheiro de Pinheiros também.  

EE: E o técnico desse time?

M: Colocaria dois: José Neto e Cláudio Mortari. Eles decidem quem seria o técnico e o auxiliar (risos). O Neto é um paizão para mim, um cara que me entende e me ensinou muita coisa no basquete.

EE: Assim como pedimos para todos os nossos entrevistados, queria que você falasse sobre a questão do doping no esporte.

11_200_03M: Não é legal jogar contra pessoas que se dopam, que usam de outros artifícios para ganhar vantagem. Eu aceito muito a questão do exame antidoping porque isso só tem a beneficiar os atletas.

EE: Para você, o esporte é essencial? 

M: O esporte é essencial por vários fatores, não apenas fisicamente. Cria um cidadão melhor, ensina a respeitar o seu companheiro. Sou muito grato ao esporte por tudo que proporcionou na minha vida e por ter formado o cidadão que sou hoje.

 

Fotos: Divulgação/ CBB / Flaimagem


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