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Marcelinho Huertas (Basquete)

11/11/2014
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Por Fernando Hawad

Marcelinho Huertas é um dos pilares da seleção brasileira de basquete. O armador não demorou para alçar voos altos na carreira. Desde 2004 atuando na Europa, se tornou um dos melhores do mundo na sua posição. Conquistou títulos e respeito na Liga Espanhola, considerada a segunda melhor do planeta, atrás apenas da milionária NBA. Com a camisa verde e amarela, passou por fases difíceis, como a falha na classificação para os Jogos de Pequim 2008. Mas mesmo nas derrotas, sempre se destacou por suas boas atuações e sua vontade de defender o país. 

A recompensa veio em 2011. Na Copa América disputada em Mar del Plata, Marcelinho foi o maestro que conduziu de forma brilhante a equipe de volta aos Jogos Olímpicos após 16 anos. Em Londres, o quinto lugar deixou aquele gosto de quero mais. Consolidado no basquete espanhol, o paulistano chegou a ter seu nome cogitado pela NBA, mas acabou permanecendo na terra que conhece tão bem. Há três anos, Marcelinho fechou contrato com um dos maiores clubes do mundo, o Barcelona. 

Da Catalunha, o armador conversou por email com o Esporte Essencial. Ele falou sobre a sua experiência na Europa e, é claro, seleção brasileira. Depois do sexto lugar na Copa do Mundo de 2014, a meta agora é o pódio nos Jogos do Rio 2016.

Esporte Essencial: Como foram os seus primeiros passos no basquete?

Marcelinho Huertas: Comecei a jogar basquete muito novo, influenciado pelo meu irmão mais velho, Felipe, que já praticava a modalidade.

EE: Você foi para a Espanha muito novo, com apenas 21 anos. Houve dificuldade de adaptação a uma nova cultura e ao próprio estilo do basquete europeu?

01_200_13MH: É sempre complicado se deparar a uma nova cultura, mas aos poucos fui me adaptando e familiarizando com as particularidades espanholas, dentro e fora de quadra. Minha família foi muito importante nesse processo de adaptação.

EE: Há muita diferença na forma como o basquete é tratado na Espanha em relação ao Brasil? Na organização, por exemplo?

MH: Sim, a Espanha presta muita atenção na organização e isso tem sido um dos motivos do sucesso do basquete no país. Possui uma Liga forte e uma seleção que chegou a conquistas importantes, contando com grandes jogadores.

EE: Mesmo vindo de temporadas desgastantes, você está sempre servindo à seleção, inclusive na Copa América de 2013, quando praticamente todos os principais jogadores pediram dispensa. O que representa para 
02_200_16você defender a camisa do Brasil?

MH: Vestir a camisa da seleção brasileira sempre foi um motivo de orgulho e satisfação, por isso, sempre que for chamado estarei presente para ajudar.

EE: Há um consenso de que essa geração do basquete brasileiro é muito talentosa, com jogadores se destacando na NBA e outros brilhando na Europa, seu caso. Mas ainda falta um resultado expressivo para deixar esse time marcado. O que está faltando para a equipe finalmente atingir esse objetivo e chegar ao pódio em uma grande competição?

MH: Cada competição tem a sua história e temos lutado bastante para chegar aos resultados esperados, porém, o basquete está bastante competitivo,  mundialmente falando. Com esse equilíbrio, você pode tanto chegar a uma colocação boa ou mesmo, com uma 
03_200_13derrota inesperada, ficar abaixo do que imaginava.

EE: Houve várias críticas quando a CBB optou por um técnico estrangeiro no comando da seleção. Primeiro veio o espanhol Moncho Monsalve e, desde 2010, o argentino Rubén Magnano, campeão olímpico, comanda a equipe. Você entende que trazer alguém de fora era necessário para o Brasil evoluir a sua maneira de jogar? O que mudou na seleção principalmente nesses quatro anos de Magnano?

MH: O Magnano é um grande técnico, que teve conquistas importantes ao longo de sua carreira, e já provou o seu valor comandando a seleção brasileira. Trazer um técnico de fora foi uma opção da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e temos que respeitá-la, assim como se a entidade tivesse optado por um treinador brasileiro.

 

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Huertas em quadra durante a Copa do Mundo de Basquete disputada em setembro, na Espanha

 

EE: Qual o seu momento mais marcante na seleção brasileira?

MH: Vivi alguns momentos marcantes com a camisa da seleção brasileira, mas acredito que o retorno aos Jogos Olímpicos tenha sido um deles.

EE: Muitos acreditam que você sempre teve potencial para jogar na NBA. Já houve assédio de alguma franquia para contar com o seu jogo? NBA era um sonho pra você, ou nunca foi?

MH: A NBA é a liga mais forte do planeta e todos os jogadores sonham em atuar por lá. Mas, tenho contrato vigente com o FC Barcelona e vou cumpri-lo.

EE: Há três anos você joga no Barcelona, um dos maiores clubes do mundo no futebol, mas com grande história no também no basquete. Como é a relação da torcida com o time de basquete? Os jogos estão sempre lotados, como no futebol?

marcelinho-huertas-barcelona-foto-divulgacaoase-texto_422_01MH: Quando atuamos em casa, o ginásio está sempre lotado, com o público torcendo e apoiando a equipe. Não tem a mesma proporção do futebol, mas os torcedores acompanham de perto a equipe de basquete e de outras modalidades também.

EE: A Liga Espanhola de Basquete é uma das mais respeitadas do mundo. Para alguns, atrás apenas da NBA. O que você destacaria como chave para esse sucesso? Em que o basquete brasileiro deve se espelhar em relação ao que é feito aí?

MH: Organização, gestão das equipes e a promoção que eles fazem em torno do campeonato, jogadores, treinadores e equipes.

EE: Ainda planeja retornar ao Brasil ou pretende encerrar a carreira jogando na Europa?

MH: Eu ainda não pensei nessa possibilidade... Tenho contrato vigente com o FC Barcelona.

EE: Alguns jogadores da seleção, como Alex e Nenê, já anunciaram que os Jogos do Rio 2016 serão o último torneio que vão jogar pela equipe. Você estará com 33 anos. Pensa em se despedir da seleção também, ou pretende continuar?

04_200_14MH: Tudo vai depender da minha condição no momento da convocação, pois, como já falei, defender o Brasil é sempre um motivo de orgulho e satisfação.

EE: Conquistar uma medalha olímpica é o que falta na sua carreira?

MH: Sim, gostaria muito de conquistar uma medalha olímpica, ainda mais jogando em meu país.

EE: Para você, o esporte é essencial? Por quê?

MH: Muito essencial, porque esporte é saúde!

EE: Como você encara a questão do doping no esporte?

MH: O doping precisa ser combatido, porque é uma coisa que não está de acordo com as regras esportivas, sem falar que faz mal à saúde de quem faz uso.

Fotos: Divulgação


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