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Ary Graça (presidente da CBV)

19/04/2012
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A REINVENÇÃO DO ATLETA EM GESTOR

Por Fabiana Bentes e Thyago Mathias 

“Nós temos voleibol garantido pelos próximos 15 anos. Quando me perguntam se estou preocupado com 2016, digo ‘não, estou preocupado é com 2024’!”

Ary Graça Filho não nega suas raízes como atleta carioca, pentacampeão como titular dos times de voleibol do Botafogo de Futebol e Regatas e das Seleções da Guanabara e Brasileira, durante as décadas de 1960 e 1970. Presidente da Confederação Sul-Americana de Voleibol, da União Pan-Americana de Vôlei e vice-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), onde ocupa também os cargos de Presidente da Comissão Mundial de Vôlei de Praia e Presidente do Comitê de Investimentos, ele se encontra à frente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) desde 1997. Ali, iniciou a chamada Era Empresarial na CBV, com a implementação das Unidades de Negócio e Apoio, um modelo de gestão que foi aprovado e recomendado pela FIVB às outras Federações.

Em entrevista exclusiva ao Memória Olímpica, esse gestor e empresário, do tipo que sempre encontra tempo para jogar vôlei nas praias do Rio, conta a história da profissionalização do Esporte no Brasil, defende mais tolerância em relação ao “doping social”, diz que a Fórmula 1 acabou há 17 anos e narra a epopeia de vitórias do vôlei no país do futebol.


Memória Olímpica: Na sua vida você praticou diversos esportes. E por que optou pelo vôlei?

Ary Graça: Eu fui um grande atleta de atletismo. Eu tenho um tempo dos 100m rasos, quando tinha 16 anos, de 10.8s e em arremesso de dardos de 53m. Para a época, era excepcional, como juvenil. Na praia, jogava voleibol e futebol de areia. Também fazia judô... quer dizer, era um brasileiro típico, que é o cara que leva jeito pra tudo, faz de tudo e tem coordenação de nada. Isso ainda acontece no Brasil de hoje. Eu acabei indo pro voleibol porque, no Botafogo (Clube de Futebol e Regatas) tinha uma domingueira espetacular, onde tinha garotas, e como eu não podia pagar, ia lá jogar vôlei. Fui, então, lá jogar vôlei pra freqüentar a domingueira. Deixei pra lá o atletismo. Naquela época, foi, de certa maneira, a sociedade quem me apontou: “você vai fazer vôlei, pra entrar na domingueira”, mas também havia uma diferença em relação a hoje no que se trata de dinheiro. Eu não tinha nenhum. Estudava no Santo Inácio porque era seminarista. Todo mundo ia pra praia, mas tomava água na garagem do prédio e todo mundo era feliz.

Isso é um exemplo negativo do que ocorre no Brasil: você faz aquilo que é facilitado pra que você faça. Não há um estudo da sua coordenação, das suas fibras musculares, da sua aptidão, pra que você seja, de verdade, um campeão. Eu até fui campeão pelo Botafogo por dois anos seguidos e fui pra Seleção Brasileira (de Vôlei) com esta altura de anão... Agora, imagina se eu tivesse ido pro atletismo, com orientação, com treinadores... Mas o que aconteceu é que eu fiz de tudo. Fui campeão de jogos juvenis de tênis de mesa, etc..  enfim, como eu disse, sou o brasileiro típico, aquele que faz tudo e não faz nada. É o que mais se tem por aí, enquanto o que a gente precisa hoje é de uma coordenação nacional de esportes para identificar os atletas que estão por aí e no que eles são bons.

MO: Qual é a idade a partir da qual você acha que a gente consegue identificar esses atletas?

AG: Com a  idade de 14 anos você já sabe pra onde é que o garoto ou a garota vai. Antes disso, no caso do vôlei, a gente não tem como dizer se a criança vai ser grande. Mas seria bom que ela começasse pela natação, porque dá uma força aeróbica extraordinária, além de ajudar com problemas de alergia, de asma. Eu não fiz a natação oficial, mas era o rei do mar. Como a gente era muito atleta e, na época, não havia surfe, a gente pegava jacaré, mas com uma tábua pequena. Não se tinha muita alternativa, como se tem hoje, com surfe, skysurf, kitesurf e por aí vai. Isso, por outro lado, gera um processo de acomodamento – ou, talvez, amadurecimento – interessante. Quer dizer, hoje eu não faria muita das coisas que fiz. A gente pensa mais nas consequências. Eu também remei um pouco. Só que alguém tinha que me dizer que a minha força era de distensão e não de contração, por exemplo. Minha força era de explosão, boa para o dardo. Foi graças a ela que sobrevivi no voleibol.

MO: E sente algum tipo de ressentimento por não ter continuado no atletismo?

AG: Não. Eu estou muito satisfeito com o vôlei. Nele, eu disputei 15 campeonatos, dos quais ganhei 13 e fui o melhor do Brasil duas vezes. Sou tricampeão máster de vôlei. Ele me deu e ainda me dá muitas alegrias, eu nunca parei de jogar. Em termos pessoais, estou satisfeitíssimo. Agora, em termos de evolução do esporte no Brasil, sou um exemplo do que se fez de errado, porque um cara com a minha altura não pode se atrever a jogar voleibol, mesmo naquela época. Foi por força das qualidades físicas exageradas que tinha, como velocidade, que eu joguei. Eu enterrava a bola no ar, como os jogadores de basquete fazem, só que eu fazia isso no vôlei. Eu acho que a identificação de crianças para determinados esportes de excelência ajudaria mais o Brasil. No caso do vôlei, temos captação pelo país inteiro, do Amapá ao Rio Grande do Sul, já dentro de uma perspectiva técnica, pois a gente já sabe quais são as características que a pessoa precisa ter para ser um jogador de vôlei.

MO: Como você avalia o vôlei brasileiro atualmente?

AG: O vôlei brasileiro se autoavalia. Se você pensar em resultados, nunca qualquer esporte coletivo de qualquer país do mundo obteve tantas vitórias numa década só. Nunca qualquer país ganhou todas as categorias e gêneros de um esporte como o voleibol brasileiro ganhou.

MO: E você acha que isso se deve a quê? Ao entrosamento dos atletas, à estrutura que foi organizada...

AG: Isso se deve a uma palavra: gestão. Pra uma empresa dar certo, ela precisa de gestão. Tem uma frase do escritor americano Peter Drucker na qual ele diz que só existem três grandes negócios no mundo que são exceção a esta regra: petróleo bem administrado, petróleo razoavelmente administrado e petróleo mal administrado. Já na vida comum, em todas as outras coisas que não são extraídas como petróleo ou que não caem do céu, gestão é tudo: seja ela administrativa, financeira, do ser humano ou das comissões técnicas. Gestão da imprensa também. Eu, por exemplo, não dou entrevista por uma questão de gestão. Dei duas em toda minha vida, porque não posso concorrer com meus atletas, meus técnicos... o palco é deles. O palco pode até pertencer a mim, mas eles é que são os artistas.

MO: Mas uma entrevista como a sua é interessante justamente por mostrar como funciona a gestão do esporte no país. Não acha?

AG: É, mas eu faço como um pai que foi pobre e quer dar aos filhos a estrutura que não teve. Só que, em vez de dar por dar, eu primeiro exijo e depois dou. Tanto é que a maior remuneração no esporte, fora do futebol, é a dada pelo vôlei do Brasil. São 12 milhões por ano, 82 milhões na soma dos meus últimos balanços, que nós demos aos nossos jogadores. É importante frisar que, com uma boa gestão, vem também credibilidade e, com ela, patrocinadores, público, mídia. Vem tudo.

MO: Essa década de ouro para o vôlei valeu também nas escolas? O interesse das crianças por este esporte disparou junto com os resultados?

AG: Quando eu era jogador de futebol de areia e você circulava pelas praias do Rio (de Janeiro), só se via campo de futebol. Nessa época, só viam sete redes de vôlei pela orla carioca. Hoje, se você percorre o mesmo espaço, você tem 350 redes de vôlei registradas pelo Corpo de Bombeiros, fora as piratas, e quatro campos de futebol de areia. Isso mostra um pouco dessa explosão, que se espalhou pelo Brasil inteiro. Você encontra redes de voleibol em toda a orla, até o Maranhão.

MO: Você se formou em Direito pela PUC-Rio, em 1966, enquanto competia. Em que esse conhecimento acadêmico ajudou na sua atuação como gestor?

AG: Eu costumo dizer que o Direito é uma ciência exata, como Engenharia ou Matemática, porque é baseado na lógica e no bom senso, só que com o detalhe de lidar diretamente com o ser humano. Fiz esse curso de modo muito correto e ele me ajudou pela vida inteira. Eu já trabalhava desde os 18 anos com advocacia e, depois, fui trabalhar como diretor jurídico de um banco em São Paulo. Depois, acabei indo para o mercado financeiro. Agora, em relação à gestão, ela não surge porque você a estudou na escola. Ela vem com a vida. E, ainda, com o fato de, ao longo dela, como diretor de banco, nunca ter parado de estudar. O convívio com as pessoas também ajuda. Eu cheguei a ter que lidar com 30 mil pessoas no banco. No fim, você é preparado durante a vida inteira para ser líder.

MO: E como se deu o convite para se integrar à direção da CBV?

AG: Em 1975, concorri como vice do (Carlos Arthur) Nuzman na campanha pela presidência da CBV, contra o Roberto Calçada. Durante esses anos todos, eu vinho acompanhando o Nuzman como vice-presidente, mas, uma vez que trabalhava como diretor de banco, eu não podia aparecer. Fiquei com ele até 1983, quando ele me pediu para montar um time feminino. Eu já tinha saído do banco e assumi como CEO do grupo Supergasbrás. Lá, eu montei um time de voleibol feminino que era, de fato, a Seleção Brasileira.

MO: Você ainda joga na categoria máster, não?

AG: Jogo, claro. Em duplas, na praia, é fácil ganhar dependendo da idade de quem ta do outro lado (risos). Se for com os jovens, é mais difícil, mas ganho fácil se os outros forem da minha idade. Mesmo porque o nível do vôlei de praia melhorou muito.

MO: Em 1999, você criou o projeto social “Viva Vôlei”. Como tem sido esta experiência?

AG: É bem claro que o “Viva Vôlei”, que é nosso projeto social, não tem nada a ver com formação de jogador. A ideia é eminentemente entrar nas comunidades carentes. Até hoje, contamos mais de 200 mil crianças que já passaram pelo programa, em 15 estados do país. Quer dizer, é um projeto para tirar da ociosidade a criançada de comunidades carentes e não deixar que caia nas mãos de traficantes, para que as crianças fiquem na escola e não vão lá apenas para comer.

MO: Você costuma dizer que o vôlei precisa de renovação para continuar no topo. Nesse sentido, que tipo de renovação você acha que virá por aí?

AG: Primeiro, o vôlei está automaticamente renovado até minha provável morte, porque o Brasil ganhou todos os últimos campeonatos mundiais em todas as categorias. Quando não ganhou, ficou em segundo lugar. Então, nós temos voleibol garantido pelos próximos 15 anos, pelo menos. Quando me perguntam se estou preocupado com 2016, eu digo “não, estou preocupado é com 2024”! Isso, porque, até 2020, a gente já tem time, com renovação.

MO: Entre tantos talentos, você poderia apontar um atleta que considere excepcional e que não tenha jogado, ainda, em nenhuma olimpíada?

AG: Nós temos várias gerações de atletas maravilhosos. Pra mim o mais importante é ver uma superliga que tem 500 jogadores de altíssimo nível e excelência. 110 deles têm mais de dois metros de altura. Para o Brasil, esse número é fenomenal. Eu acho que essas gerações dos campeonatos infanto-juvenis e juvenis da década de 2000 vão, a cada dia, brilhar mais. No infanto-juvenil, tem um garoto de 2,17m, que se chama Evandro. O que tem de gente que ainda vai surgir aí é absurdo... Você tem o Wallace, do Sada/Cruzeiro, que tem uma formação física absurda. O cara pega a bola 3,75m de altura. Tem, ainda, o Gustavo (Endres) que é considerado por muitos o melhor do vôlei e é muito jovem ainda. Também temos uma geração de levantadores que é excepcional. Você pode escolher entre seis levantadores que têm uma qualidade igual, extraordinária. Entre as meninas, você tem a Natália (Zilio), que tem 22 anos e é um fenômeno.

MO: Sua avaliação sobre o trabalho do (técnico) Bernardinho sempre foi muito positiva, mas o que você observa em relação à atuação dele para a CBV?

AG: A característica mais importante dele é a seriedade. Ele está absolutamente de acordo com o princípio de seriedade que implantamos na CBV, como uma correção ao passado em tudo era feito errado. Antigamente, a gente viajava para bater papo, para trazer produtos importados... ninguém queria saber de jogar. Nós tivemos um jogador, por exemplo, que foi bater perna em Paris e sumiu. Só apareceu quando não precisava mais jogar. Era uma esculhambação total. Agora, hoje, o país com as seleções mais disciplinadas do mundo é o Brasil. É assim no masculino, no feminino e nos juvenis, porque está implantada esta mentalidade que o Bernardinho – e também o Zé Roberto – soube traduzir muito bem. Em nosso centro de treinamento em Saquarema (Aryzão), por exemplo, nós temos 200 leitos. Quando está cheio, são 100 mulheres e 100 homens. Poderia ser uma zona geral, mas você imagina que, hoje, apesar da mentalidade de que “se pode tudo”, não temos um único problema. Sou da opinião que a pessoa pode fazer o que quiser da vida, desde que com inteligência e competência, além de respeito.

MO: Qual a diferença entre a realização de um campeonato de quadra e um de areia? Os públicos se complementam?

AG: Hoje, eu vejo como o voleibol de quadra é completamente diferente do voleibol de praia. Um ajuda o outro no treinamento, mas o público, a forma de torcer e de acompanhar as equipes, os ídolos e até algumas regras são completamente diferente. Os dois são considerados, internacionalmente, como disciplinas distintas.

MO: Você foi pentacampeão brasileiro de vôlei pelo Estado da Guanabara e pentacampeão carioca pelo Botafogo? Qual são os momentos e resultados que considera mais marcantes em sua trajetória?

AG: Por incrível que pareça, foi o dia em que eu virei titular no time do Botafogo. Em 1962, eu acho. Eu me não imaginava um jogador de vôlei. Não me achava craque. Tanto que eu fui aprender a jogar vôlei mesmo quando fui convocado para a Seleção Brasileira e passei a imitar tudo o que os outros caras faziam.

MO: Como atrair a atenção do público e da mídia para o vôlei no chamado país do futebol?

AG: Numa pesquisa múltipla – ou seja, não é um contra o outro – que realizamos, o futebol aparece com 66,5% das preferências e nós estamos com 58,5%. Então, quem gosta de futebol gosta também de vôlei. Em relação às mídias, depois de tantas vitórias e de tudo o que fizemos, só agora a maior rede de TV do país assinou contrato conosco para divulgar o voleibol. Pode esperar que, daqui a cinco anos o voleibol vai estourar, popularmente. Nós quebramos vários paradigmas em relação ao Brasil. O primeiro é o da altura dos atletas. O segundo é o da organização, porque gostam de dizer que o alemão ou o japonês são organizados, mas eles e ninguém são mais do que nós. O terceiro é o da disciplina. Nós somos, disparado, os mais disciplinados do mundo no esporte. Por outro lado, o futebol enfrenta problemas sérios. Há dez anos, qualquer pessoa sabia de cor a escalação da Seleção Brasileira de Futebol. Hoje, não sabem. Com a ascensão das mulheres, também ocorre uma identificação do voleibol como esporte da família, para o qual ela pode levar o filho menor de dez anos para o estádio, coisa que ela não pode fazer no futebol. Só falta o Brasil aprender que a Fórmula 1 acabou há 17 anos, com a morte de Ayrton Senna. Ela continua presente, por causa do apoio da mídia, para você ver o poder que ela tem de tornar um esporte importante mesmo sem oferecer um brasileiro como vencedor.

MO: Você já declarou que o modelo do futuro para o esporte é unir universidades, tendo os municípios para garantir a infraestrutura das competições e contar com patrocinadores apenas para pagar o salário dos atletas. Acha que essa dinâmica é viável no Brasil? O que é necessário mudar?

AG: Totalmente. Isto deveria ser um plano de governo, mas já acontece com o voleibol. Só vai funcionar, quando as confederações começarem a entrar nas universidades. Só nos Estados Unidos, há mais de 200 atletas brasileiros que competem lá em troca de bolsas de estudos. Nós temos que ter campeonatos universitários por confederações e modalidades esportivas, que durem pelo menos três ou quatro meses. O que é feito hoje, campeonatos que duram uma semana, não levam a absolutamente nada. É exatamente o que era feito na minha época, nos anos 1960, só que com mais dinheiro.

MO: E em relação a 2012. O que esperar?

AG: Para 2012, acho que as nossas equipes de quadra estão indo muito bem e vamos ficar no pódio. Na praia, no masculino, vamos fazer um esforço enorme, mas acho que ficamos no pódio também. No feminino, Larissa e Juliana estão muito bem posicionadas. Traremos seis medalhas para o Brasil, mas a minha meta é estar no pódio em tudo e não trazer todas as medalhas de ouro. Isto seria apenas o ideal. Tenho uma frase de que ontem foi fácil. Hoje é que será difícil. E amanhã, mais ainda. Quando voltamos como campeões com a Seleção feminina, nos reunimos na semana seguinte, após os jogos olímpicos, para pensar o que faríamos de novo. Temos que estar cinco anos à frente de todo mundo em criatividade. Nós podíamos estar comemorando, mas resolvemos mudar tudo. A mesma coisa será feita no ano que vem, quando pretendo mudar tudo no voleibol de praia: regras, formatos de competição, conceito de seleção brasileira, essa coisa do atleta ser o dono da equipe e querer mandar até no técnico. Isso vai acabar. Vai ser um susto geral! 

MO: E como a CBV trabalha a questão do doping?

AG: A CBV respeita rigorosamente à WADA, mas eu, pessoalmente, sou contra a punição do uso drogas sociais, quando detectadas pela primeira vez. Maconha e cocaína, entre outras, são absolutamente difundidas no mundo moderno. Tanto que você tem até a “Marcha da Maconha”. Quer dizer, há um incentivo a este consumo. Então, como se vai julgar um jovem de 15 a 18 anos, que cometa um desvio desses, sem dar a ele a oportunidade de conversar com médicos e psicólogos que mostrem a ele que, na vida esportiva, você tem que optar, porque ela não permite. O psicólogo vai acompanhar o caso para descobrir se o jovem está com problemas ou se experimentou aquilo em decorrência da vida social. Neste caso, é fácil parar. Agora, se o uso dessas drogas vem a partir de outros problemas, como depressão, é preciso ajudá-lo a se curar. Esta é a minha opinião, mas é importante ressaltar que nós obedecemos às determinações da WADA .

MO: E, sem falar em drogas sociais, como convencer um atleta a não entrar nisso?

AG: O esporte vende exatamente o conceito de vida saudável. Ele dá a você a adrenalina que uma droga daria. Além disso, usar uma droga estimulante é uma covardia. Nós ministramos, permanentemente, palestras em relação a isso. Fazemos uma conscientização desde o infanto-juvenil. Aliás, tudo o que acontece no vôlei hoje é resultado do que foi trabalhado no infanto-juvenil e no juvenil. Quando eles têm 15 ou 16 anos, nós os instruímos, porque, quando viram homens, já não dá mais pra tomar conta, só que já trazem a mentalidade de que isso não faz bem a eles e vai diminuir a potência deles. É o que faz a maconha. Ela relaxa. Vai fazer o atleta jogar mal. A gente explica isso tudo.


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